sábado, 3 de janeiro de 2009

Permita-me, moço
beijar seu membro
com a ternura e a castidade
de um anjo torto
Permita-me ungi-lo
com o mel de minha língua
louca, selvagem
e vulgar
Permita-me ainda
abismá-lo
sofregamente chupá-lo
e enfim saber do gozo
em seu vinho
comovida como o diabo
o sol aurora
o fogo arde
o vento abraça
(o tempo passa)
o lume apaga
a chuva chora
a flor afaga
a voz sussurra
a lua geme
(o tempo passa)
a moça pega
a faca cega
a língua fere
a fera salta
a boca morde
o coito fode
a carne molha
o gozo goza
(o tempo passa)
o tempo abraça
o amor
demora...
ou devora?

7 comentários:

Moacy Cirne disse...

Sensacional, Sandra. Que 2009 nos revele outros poemas como esse e que o tal moço, enfim, seja contemplado com o seu amor selvagem. Um beijo.

Moacy Cirne disse...

oi, seu poema está no balaio. um beijo.

Jens disse...

Sandrix, minha amiga amada, Soberana do Refúgio: simplesmente demais!
Um ótimo ano pra você e os seus.
Estamos aí, a gente continua se vendo em 2009.
Um beijo bom.

Giovanni Gouveia disse...

Feliz ano novo pra ti, Sandrinha, cheio de bocas, coitos e carne molhada...

bekic

orlando pinhº d-silva disse...

o amor
aurora

Vieira Calado disse...

Forte!
Muito forte.

Bjs

BAR DO BARDO disse...

Permissão concedida, amazona!