terça-feira, 12 de junho de 2012

mercado de carbono: mais um engodo dos donos do capital

desenho de Quino



O mercado de carbono surgiu durante a ECO-92 no Rio de janeiro e foi oficializado no Protocolo de Quioto em 1997 com a finalidade de reduzir a emissão de gases que contribuem para o efeito estufa.

Funciona basicamente assim: uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) vale um crédito de carbono, desta forma as indústrias que menos poluem acumulam créditos de carbono que são vendidos - como se fossem ações da Bolsa - a indústrias que continuam poluindo. Ou seja, comprar créditos de carbono corresponde a comprar uma permissão para continuar emitindo GEE (gases do efeito estufa). 


Trata-se de um sistema de compensação que não diminui a emissão de gases porque, para cada indústria que não polui (ou polui menos) tem outra que polui o equivalente ao excedente da redução de emissão daquela indústria menos poluente.


Resumindo, esse Mondo Capital e sua "economia verde" só quer a sustentabilidade dos seus lucros. 


Para saber mais, inclusive sobre a nefasta mercantilização dos recursos naturais, acesse o sítio da Cúpula dos Povos, evento organizado pela sociedade civil mundial que acontecerá paralelamente a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.


2 comentários:

Raul Motta disse...

A lógica é essa: reformar [na aparência] para não mudar [na essência]...
Abraços!

P.S.: gostei da re-re-paginada no blog!

sandra camurça disse...

E assim caminha a humanidade...

Raul, acho que é a re-re-re-re...paginada do blog..rs...já mudei tanto o visual que já perdi as contas...
Beijos