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terça-feira, 19 de agosto de 2008

a pós-modernidade de uma certa pernambucana (à maneira modernista, se é que me entende)

1. a poesia tem razões que a própria razão científica desconhece.
2. esqueça o método. experimente a anarquia e seu contra-método.
3. incluir é melhor que excluir. se "menos é mais", mais é demais!
4. seja híbrido. você não é um cão para se preocupar em ter pedigree.
5. a uniformidade enfraquece. a diversidade fortalece.
6. não pense que tem controle sobre tudo pois tudo foge ao nosso controle. pode crer!
7. tenha estilo, de preferência um contra-estilo.
8. permita-se ser contraditório. sua saúde mental agradecerá.
9. não hesite em construir verdades mas, em certos casos, não vacile em destruí-las. assim caminha o conhecimento.
10. o absurdo não obscurece a razão. ele a subverte pela contra-luz.
11. "deve-se duvidar de tudo" já dizia o velho e bom Karl Marx... Marx era pós-moderno? oxente...
12. a pós-modernidade bebe da fonte de todas as tradições (e contradições) incluindo a própria tradição modernista.
13. por causa e apesar de tudo o que foi dito acima - idéias que não são novidades - ainda creio que o projeto modernista (antes uma causa que um estilo) não está esgotado, se é que me entende...

PS: segundo muitos teóricos a pós-modernidade nasceu em 1968. naquele ano escandaloso eu nasci, dividida entre as certezas modernas e as incertezas pós-modernas.
"nenhuma culpa", diria o I Ching.
hoje estou completando 40 anos de ambigü(idade).
hoje é meu aniversário!

domingo, 19 de agosto de 2007

o que eu vou ser quando crescer?


Hoje é meu aniversário: 39 primaveras. E a garotinha aí na foto sou eu, é claro. Adoro minhas fotos de infância. Não sei bem porque. Talvez porque meu pai, o fotógrafo oficial do Álbum de Família, tivesse muito bom gosto e sensibilidade. Talvez porque, penso eu, as crianças são sempre mais fotogênicas que os adultos. Talvez porque minha tez fosse mais viçosa (risos).Ou ainda porque minha infância foi muito bacana. Bem, não importa. Os anos se passaram...Estou na porta de entrada dos “enta”, então agüenta (risos).

Mas voltando ao início. 39 anos, pois é, quem diria que eu sobreviveria às minhas crises existenciais, aos problemas familiares, à separação do meu ex (que foi bem tranqüila mas dói, né?), ao desemprego (continuo sem emprego mas fazer o quê?). Sobrevivi a tudo sem analista (economizei uma grana, hein?) Hoje estou bem, tô na paz (será?). Aos poucos minha ansiedade está diminuindo. Dizem que é sinal de amadurecimento. Atualmente ao invés de roer todas as unhas das mãos diariamente, eu procuro revezar: um dia eu rôo a dos polegares, outro dia a dos indicadores e assim vai... Também aumentei uns quiliinhos, de 58kg pra 64kg em 1,58m de altura, o que significa excesso de peso mas tudo bem, normal...a celulite tá dominando...já identifico rugas de expressão no rosto.. mas tudo bem, tudo bem, TUDO BEM, faz parte. Calma, Sandra, calma. EU ESTOU CALMA. Não grita. QUEM ESTÁ GRITANDO? Brincadeira, pessoal. Não ligo muito pra essas coisas não. Minha angústia é mais de ordem existencial. Mas estou aprendendo a lidar com ela. Quando sinto uma pontinha de angústia no peito digo pra mim mesma: “Frescura! Vai trabalhar, vai dançar, vai trepar, aproveita, mulher!”. Mas às vezes dá aquela vontade de gritar e é aí que eu sinto saudade da infância. As crianças gritam, berram e está tudo bem, “é coisa de criança”. Agora, quando a gente grita... “é doido? pirou? tá maluca?”. Então que sejamos loucos & loucas. GRITEMOS GRITEMOS GRITEMOS. E eu ainda nem sei o que vou ser quando crescer...putzgrila!

Beijos & abraços
Té mais.

(Mas que menina danada! Quase pintou a foto toda, ai ai ai... )
E aí, gostaram da surpresa?