sexta-feira, 4 de abril de 2008

na lama
exponho a mucosa em flor -
abre-se rosa e carnaval

na lama
o rio lambe a mucosa -
abre-se buceta e temporal

a chuva cai
e o gozo sangra pelas margens...

5 comentários:

Moacy Cirne disse...

Um poema-sangria? Um poema-carnaval? Um poema-à-margem? Um poema-temporal? Ou simplesmente um poema-sandracamurça?
Beijos

Vieira Calado disse...

Um poema pequeno, mas elegante!
Beijinhos

Anônimo disse...

Elegante és tu, Vieira,tão sòmente.

Vais disse...

Sadrinha,
quente-úmido
molhado-fervendo
carnaval frevando
a vida o rio em curso
aqui chove, chove, chuva sem parar
aquela chuvinha, chuvinha
sim, suas artes dão ótimas estamparias
beijos
ótima semana

orlando disse...

clama
clama
clama
a chuva cai
sangra
sangra
sangra
rio marginal
sandra
sandra
sandra
que temporal