Holy Motors, o filme mais estranho que vi nos últimos tempos.
Bizarro, barroco, surrealista, existencialista, entre outras coisas.... Bem, como crítica de
cinema, sou uma ótima costureira, rs... mas vi tudo isso no filme.
Poderia ter selecionado outras cenas do filme, como a do acordeon (belíssima tbm) mas esta me encantou esteticamente, pelo efeito lúdico!
Dá uma olhada! Melhor ver no modo tela cheia porque a imagem é escura.
Ah, recomendo o filme! É bonito, criativo, ótimos atores, fotografia e roteiro de primeira mas, repito, é estranho, muito estranho...
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quinta-feira, 7 de março de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
carnaval pé no chão
Carnaval acabou e todo ano todo folião tem a mesma sensação: foi pouco, quero mais!
Nem me incluo entre os foliões típicos porque, apesar de achar o carnaval a festa mais linda do mundo, sou uma foliona atípica: danço, canto mas sou muito mais contemplativa.
Adoro ver os maracatus, os afoxés, caboclinhos, os blocos líricos e todo tipo de fantasia que o povo inventa. O carnaval é, por excelência, a festa da irreverência, da alegria, da piada, do bom humor.
Tem quem ache tudo isso superficial, sem profundidade, frívolo. E é mesmo, ainda bem. No carnaval podemos assumir nosso lado mais fútil sem culpa, cometer alguns pecadilhos, inventar fantasia, brincar, enfim, ser novamente criança. Afinal ser o ano todo criança é impossível...
Mas carnaval também é coisa séria para muitos brincantes. Falo disso pensando nos caboclos de lança dos maracatus rurais que se preparam o ano inteiro, bordando suas golas e depois viajam da zona da mata até Recife/Olinda para se apresentar.Também penso nos integrantes das escolas de samba, dos afoxés, caboclinhos, pessoas simples, pobres das coisas materiais mas imensamente ricas de espírito, de bravura. Pessoas que mesmo fodidas, lascadas e mal pagas fazem questão de manter a tradição do seu folguedo, da sua escola que, muitas vezes, é o que dá sentido às suas vidas.
É por essas e outras que, mesmo se um dia eu parar de brincar carnaval (e a cada ano eu brinco menos...), o carnaval sempre será uma festa que terá o meu respeito e admiração, seja aqui, em Pernambuco, ou em qualquer lugar do Brasil onde as pessoas façam uma festa bonita de se ver e brincar.
Sei que esse samba é melancólico mas os sambas mais lindos são melancólicos mesmo, né não? Lembrei dele quando decidi escrever esse texto: Tristeza Pé no Chão com a saudosa Clara Nunes.
Nem me incluo entre os foliões típicos porque, apesar de achar o carnaval a festa mais linda do mundo, sou uma foliona atípica: danço, canto mas sou muito mais contemplativa.
Adoro ver os maracatus, os afoxés, caboclinhos, os blocos líricos e todo tipo de fantasia que o povo inventa. O carnaval é, por excelência, a festa da irreverência, da alegria, da piada, do bom humor.
Tem quem ache tudo isso superficial, sem profundidade, frívolo. E é mesmo, ainda bem. No carnaval podemos assumir nosso lado mais fútil sem culpa, cometer alguns pecadilhos, inventar fantasia, brincar, enfim, ser novamente criança. Afinal ser o ano todo criança é impossível...
Mas carnaval também é coisa séria para muitos brincantes. Falo disso pensando nos caboclos de lança dos maracatus rurais que se preparam o ano inteiro, bordando suas golas e depois viajam da zona da mata até Recife/Olinda para se apresentar.Também penso nos integrantes das escolas de samba, dos afoxés, caboclinhos, pessoas simples, pobres das coisas materiais mas imensamente ricas de espírito, de bravura. Pessoas que mesmo fodidas, lascadas e mal pagas fazem questão de manter a tradição do seu folguedo, da sua escola que, muitas vezes, é o que dá sentido às suas vidas.
É por essas e outras que, mesmo se um dia eu parar de brincar carnaval (e a cada ano eu brinco menos...), o carnaval sempre será uma festa que terá o meu respeito e admiração, seja aqui, em Pernambuco, ou em qualquer lugar do Brasil onde as pessoas façam uma festa bonita de se ver e brincar.
Sei que esse samba é melancólico mas os sambas mais lindos são melancólicos mesmo, né não? Lembrei dele quando decidi escrever esse texto: Tristeza Pé no Chão com a saudosa Clara Nunes.
domingo, 27 de janeiro de 2013
Para Perdedores
Para Perdedores é o nome do segundo disco de Walter Areia, mais conhecido como Júnior Areia, baixista, há mais de dez anos, da banda Mundo Livre S/A, além de compositor e produtor musical. Mas se na Mundo Livre, Areia toca baixo elétrico, em seu trabalho instrumental ele assume o contrabaixo acústico e já se tornou uma das principais referências do instrumento em Pernambuco.
Ainda estou ouvindo o disco, aos poucos, pelo site do próprio Areia, músico talentosíssimo!
Segue um vídeo do Areia & Grupo de Música Aberta com Maracatu de Baque Etéreo (adorei esse nome), um belo trabalho instrumental com sotaque nordestino. Todos os músicos são ótimos e o contrabaixo do Areia se faz percussão de maracatu de baque virado: segue o mesmo compasso, a mesma marcação da alfaia. No site Musicareia há mais informações sobre o disco, sobre o disco anterior (A Décima Lua), sobre o próprio Areia e todas as músicas (de ambos os discos) para ouvir e fazer daunloudi.
Para facilitar a vida de meus leitores e leitoras ouvintes de boa música e também por mim, peguei o soundcloud dos dois discos do Areia, Para Perdedores (4 faixas) e A Décima Lua (11 faixas) e truxe pra cá. Ei-lo:
Ainda estou ouvindo o disco, aos poucos, pelo site do próprio Areia, músico talentosíssimo!
Segue um vídeo do Areia & Grupo de Música Aberta com Maracatu de Baque Etéreo (adorei esse nome), um belo trabalho instrumental com sotaque nordestino. Todos os músicos são ótimos e o contrabaixo do Areia se faz percussão de maracatu de baque virado: segue o mesmo compasso, a mesma marcação da alfaia. No site Musicareia há mais informações sobre o disco, sobre o disco anterior (A Décima Lua), sobre o próprio Areia e todas as músicas (de ambos os discos) para ouvir e fazer daunloudi.
Para facilitar a vida de meus leitores e leitoras ouvintes de boa música e também por mim, peguei o soundcloud dos dois discos do Areia, Para Perdedores (4 faixas) e A Décima Lua (11 faixas) e truxe pra cá. Ei-lo:
sábado, 19 de janeiro de 2013
imperdível!
De uns tempos pra cá, deixei de ver sentido em fazer qualquer tipo de resenha sobre um filme ou um disco. A não ser que tivesse algo de muito significativo a dizer.
Vi O Som ao Redor no final de semana passado e acho que nem preciso dizer que gostei um bocado.
O filme mostra tensão, medo, barulho de todo tipo que tem nas cidades. Além de mostrar a origem do comportamento prepotente da nossa elite urbana.
Tenho muito orgulho do cinema que tem sido feito em Pernambuco, muitos baseados na realidade cotidiana das pessoas e sempre premiados em festivais nacionais e internacionais. O Som ao Redor é mais um a se destacar, seja pelo roteiro, pela qualidade da fotografia, edição e, em especial, o som com ruídos e trilha sonora de DJ Dolores. Como disse o próprio Kleber Mendonça Filho, "o som é 50% do filme". Pois o som é um dos principais responsáveis pela tensão e suspense do filme.
Se puder, assista! Já está em cartaz na maioria dos cinemas das capitais brasileiras.
domingo, 7 de outubro de 2012
Kitty, Daisy & Lewis
Descobri este trio no blog do jornalista Luís Nassif.
Trata-se de três irmãos ingleses (duas moças e um rapaz) que fazem um som com referências retrô (leia-se: rockabilly, swing, country, rhythm and blues, ska...).
Gostei e fui atrás de outras músicas e vídeos do trio. Delicia!
Trata-se de três irmãos ingleses (duas moças e um rapaz) que fazem um som com referências retrô (leia-se: rockabilly, swing, country, rhythm and blues, ska...).
Gostei e fui atrás de outras músicas e vídeos do trio. Delicia!
sábado, 4 de agosto de 2012
sim, também sou brega!
Gente, eu sei, é brega mas eu gosto desta música, até já decorei o refrão: (...) chora me liga me implora me beija de novo, me pede socorro, quem sabe eu vou te salvar. Chora me liga me implora pelo meu amor, pede por favor, quem sabe um dia eu volto a te procurar (...). Este blog tá virando esculhambação...rs... Urruuu! Nóis sofre mas nóis goza!
domingo, 8 de julho de 2012
sábado, 9 de junho de 2012
Recife Frio...
Imagine uma cidade quente-úmida, com temperatura média anual de 26°C, com um mar de água quentinha (e alguns tubarões...), céu azul de verão e que, de repente, em questão de minutos, torna-se fria, com temperatura variando entre 4°C e 15°C. Um fenômeno supostamente causado pela queda de um meteorito numa praia durante um luau...
Esse é o mote do curta-metragem Recife Frio do jornalista, crítico de cinema e cineasta pernambucano Kléber Mendonça Filho. Uma ficção nonsense cheia de humor e crítica social. Para tornar o causo verossímil, Kléber lançou mão da idéia de fazer do curta uma pseudo-reportagem realizada por uma TV argentina sobre a estranha mudança climática de Recife. Isso me fez lembrar imediatamente, logo nos primeiros minutos do filme, de Orson Welles e sua transmissão radiofônica A Guerra dos Mundos, que relata uma falsa invasão marciana na Terra.
O história de Recife Frio poderia estar ambientada em qualquer outra cidade quente do Brasil, pois os males sociais das cidades brasileiras são os mesmos. Quem é recifense delicia-se de maneira especial com o filme porque há referências à cidade que só a gente conhece como, por exemplo, duas torres de apartamentos de luxo muito criticadas por urbanistas e uma parcela crítica da população, por terem sido construídas num local inadequado, interferindo negativamente na paisagem da cidade. No filme, essas duas torres aparecem grafitadas - sonho de qualquer grafiteiro e de quem tem vontade de implodi-las mas não pode... Ou o letreiro luminoso no prédio da prefeitura que diz : "a grande obra é aquecer as pessoas", uma brincadeira com o slogan da prefeitura: " a grande obra é cuidar das pessoas". Além disso há no filme outras situações bastante cômicas pelo absurdo que retratam, como o aparecimento de pinguins numa praia onde se esperava encontrar golfinhos!
Recife Frio tem qualidade técnica e artística impecável. Foi exibido, ovacionado e premiado no Festival de Brasília -2009 (melhor filme, direção e roteiro) e de lá pra cá já recebeu mais de 20 premiaçãoes em vários festivais. Perdi algumas oportunidades de assiti-lo mas este ano Kléber Mendonça Filho disponibilizou o curta no youtube! Fiquei bem feliz, adorei o filme e decidi compartilhar com vocês. O filme tem pouco mais de 20min. Não deixem de assistir quando tiverem um tempinho. (Texto meu reeditado).
domingo, 3 de junho de 2012
Há Tempos...
Assistindo a um especial da Legião Urbana, um showzaço na MTV com Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá, Wagner Moura (no vocal) e participações especiais de Fernando Catatau (Cidadão Instigado), Bi Ribeiro (Paralamas), entre outros...
É incrível como as músicas da Legião com as letras do Renato Russo ainda me tocam fundo. Fico emocionada mesmo. Bateu uma saudade danada, até cantei e dancei sozinha na sala, rs...Daí resolvi postar o clip de uma música. Foi difícil escolher: são tantas da Legião que eu amo. Bem, fiquei com Há Tempos por fazer parte do repertório do disco As Quatro Estações: único show que vi da Legião, na década de 90 do século passado, no estádio do Palmeiras, em Sampa. Foi emocionante, inesquecível!
Eita que a vida passa rapidinho, parece até que foi ontem..
É incrível como as músicas da Legião com as letras do Renato Russo ainda me tocam fundo. Fico emocionada mesmo. Bateu uma saudade danada, até cantei e dancei sozinha na sala, rs...Daí resolvi postar o clip de uma música. Foi difícil escolher: são tantas da Legião que eu amo. Bem, fiquei com Há Tempos por fazer parte do repertório do disco As Quatro Estações: único show que vi da Legião, na década de 90 do século passado, no estádio do Palmeiras, em Sampa. Foi emocionante, inesquecível!
Eita que a vida passa rapidinho, parece até que foi ontem..
domingo, 1 de abril de 2012
Viagem à Lua com amour, imagination et rêve...
Viagem à lua (Le Voyage dans la Lune - 1902) é um clássico do cinema mudo, considerado um dos precursores das ficções científicas no cinema. Baseado no romance de Julio Verne, Da Terra à Lua, o filme do francês Georges Méliès foi colorizado posteriormente com uma técnica manual onde os negativos são pintados quadro a quadro. Durante décadas desaparecido, uma cópia desse trabalho foi encontrada na década de 90. E em 2011 a obra foi lançada no Festival de Cannes com uma trilha sonora composta pela dupla francesa de música eletrônica Air - iniciais de amour, imagination e rêve (amor, imaginação e sonho). Não contentando-se em apenas sonorizar o filme, a dupla fez uma trilha sonora com quase o dobro do tempo com um instrumental que não se restringe ao eletrônico - banjo, mellotron, piano, guitarra, bateria acústica e percussão compõem essa linda trilha para um clássico que tem influenciado gerações.
O filme, com pouco menos de 16 minutos, pode ser visto na íntegra aqui. Quem ama cinema não pode deixar de assisti-lo!
Segue uma palhinha com a música Sonic Armada do Air.
Nunca tinha visto Viagem à Lua, fiquei encantada... a música do Air funcionou maravilhosamente! E ainda me lembrei de dois clips de música lindos: Tonight Tonight do Smashing Pumpkins (que faz referência direta à Viagem à Lua); e Busca Vida dos Paralamas do Sucesso. Os dois estão aí embaixo pra vocês conferirem.
O filme, com pouco menos de 16 minutos, pode ser visto na íntegra aqui. Quem ama cinema não pode deixar de assisti-lo!
Segue uma palhinha com a música Sonic Armada do Air.
Nunca tinha visto Viagem à Lua, fiquei encantada... a música do Air funcionou maravilhosamente! E ainda me lembrei de dois clips de música lindos: Tonight Tonight do Smashing Pumpkins (que faz referência direta à Viagem à Lua); e Busca Vida dos Paralamas do Sucesso. Os dois estão aí embaixo pra vocês conferirem.
sábado, 31 de março de 2012
Belle and Sebastian
Belle and Sebastian é uma dessas bandas independentes tipo "fofa" que faz um pop melancólico com letras intimistas. Às vezes lembra The Smiths...
Nascida em Glasgow, Escócia, em 1996, a banda tem o nome de um livro infantil francês que narra a história de um garoto, Sebastian, e seu cachorro, Belle. A música a seguir, Seeing Other People, é do segundo disco da banda, If You're Feeling Sinister (1997), e uma das mais alegrinhas, pelo menos na melodia... Curto um bocadinho :) Seeing Other People by Belle and Sebastian on Grooveshark
E olha só que gracinha de animação! Uma versão de uma música dos Primitives (banda britânica dos anos 80) feita pelo B&S. A cidade que aparece de fundo (será Glasgow?), com rios e pontes, até lembrou Hellcife :P
Nascida em Glasgow, Escócia, em 1996, a banda tem o nome de um livro infantil francês que narra a história de um garoto, Sebastian, e seu cachorro, Belle. A música a seguir, Seeing Other People, é do segundo disco da banda, If You're Feeling Sinister (1997), e uma das mais alegrinhas, pelo menos na melodia... Curto um bocadinho :) Seeing Other People by Belle and Sebastian on Grooveshark
E olha só que gracinha de animação! Uma versão de uma música dos Primitives (banda britânica dos anos 80) feita pelo B&S. A cidade que aparece de fundo (será Glasgow?), com rios e pontes, até lembrou Hellcife :P
Belle and Sebastian
quarta-feira, 28 de março de 2012
fanZines na revista Overmundo
A revista digital Overmundo nº5 traz uma matéria muito bacana sobre a história d@s fazines - Do papel ao silício, marginais como sempre, na superfície como nunca - escrita pelo jornalista e zineiro Pirata Z (Marcelo Carota).
Pra quem curte o "do it yourself" ou, em bom português, "faça você mesmo", eu recomendo!
Além da matéria sobre fanzines, a revista ainda traz matérias sobre ciberativismo, música, arte...

E pra quem ainda não sabe...
Pra quem curte o "do it yourself" ou, em bom português, "faça você mesmo", eu recomendo!
Além da matéria sobre fanzines, a revista ainda traz matérias sobre ciberativismo, música, arte...

E pra quem ainda não sabe...
"Overmundo é um website colaborativo sobre a cultura brasileira lançado em março de 2006 com o objetivo de dar visibilidade na internet à produção cultural brasileira que não é vista na grande mídia. Ele conta com artigos, um guia cultural das cidades brasileiras, uma agenda cultural e um banco de produtos culturais digitais. Qualquer visitante pode criar uma conta e publicar, votar ou sugerir edições ao conteúdo do site.
O mecanismo de votação é à primeira vista similar ao do site norte-americano Digg, mas em lugar de permitir a publicação de links externos comentados, permite aos usuários a publicação do próprio conteúdo nas diferentes seções. Além disso, o conteúdo permance por 48h "em edição", quando outros usuário poderão fazer sugestões relativas ao seu conteúdo, e outras 48h em votação, quando a comunidade do site decidirá se o conteúdo será publicado ou não. Todo o conteúdo publicado usa obrigatoriamente uma licença Creative Commons.
O website recebeu em 2007 o prêmio Golden Nica, a principal premiação do festival Ars Electronica, na categoria Digital Communities, e conta com mais de 1 milhão de visitantes únicos por mês.
O nome, apesar de sugerir ligação com a palavra "over" em inglês, é oriundo de um poema do modernista brasileiro Murilo Mendes."
Fonte: Wikipedia
PS: Antes de criar o blog o refúgio em 2006, alguns poemas e textos meus foram publicados lá no site da Overmundo.
Segue um som de uma banda que Marcelo Carota (Pirata Z) simplesmente AMA!!!
Nada mais, nada menos que... THE CLASH!!!
Nada mais, nada menos que... THE CLASH!!!
"Viver é desenhar sem borracha" Millôr (1924 - 2012)
terça-feira, 27 de março de 2012
Voltei
Mania torta essa que eu tenho de me auto-punir me privando das coisas que mais gosto de fazer. Uma delas: postar!
Nem uma semana de abstinência d'o refúgio... Tem jeito não, sou viciada!
Vai um som aí?
Nem uma semana de abstinência d'o refúgio... Tem jeito não, sou viciada!
Vai um som aí?
sexta-feira, 16 de março de 2012
Alessandra Leão
Devo confessar, tenho preferência por sons mais urbanos, fusão de rock, pop, soul, funk, samba... Mas também sei me encantar por um som de raiz, que remetam a Zona da Mata. e/ou Agreste. Daí meu apreço pela extinta banda Mestre Ambrósio, Siba e a Fuloresta o Samba, Coco Raízes de Arcoverde, entre tantos artistas.
Alessandra Leão é uma cantora e compositora pernambucana que traz em seu trabalho a marca dos sons de raiz sem se apegar totalmente à tradição. Ex-integrante da banda Comadre Fulozinha,(que Karina Buhr também integrava), Alessandra lançou em 2006 seu primeiro cd solo - produzido por Rodrigo Caçapa - Brinquedo de Tambor, que teve duas música incluídas na playlist do ex-Talking Heads, David Byrne. Seu segundo cd, Dois Cordões (2009) - co-produzido por ela e Caçapa - é um belo trabalho com uma forte presença do samba de terreiro - o som dos ilús estão ali presentes para não me deixar mentir - unido ao sons suaves de guitarra elétrica. Alessandra também é dona de uma voz com sotaque e timbre bem regionais e é uma excelente percussionista: toca diversos instrumentos de percussão. Eu mesma já tive o prazer de ver essa moça tocando, ao vivo, um pandeiro... Divino! Ou melhor, divina! Alessandra é divina!
Abaixo, o soundcloud de Dois Cordões e um vídeo de estúdio da música Varanda.
quarta-feira, 14 de março de 2012
A Arte de Saul Bass
Sequência de créditos de abertura do filme A Volta ao Mundo em 80 Dias (1956) - baseado na obra homônima de Júlio Verne - criada por Saul Bass (1920-1996), judeu americano, designer gráfico e cineasta. Bass criou diversas dessas sequências para filmes de diretores famosos como, Hitchcock (Vertigo), Kubrick (Laranja Mecânica), Otto Preminger (O Homem do Braço de Ouro), entre tantos outros filmes e diretores.
Quem gostou pode encontrar outras sequências de aberturas de filmes criadas por Saul Bass no youtube.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Bambas Dois
Estou atrasadíssima em divulgar isso mas antes tarde do que nunca!
Bambas Dois é um projeto do produtor e músico Eduardo BiD que produziu, entre tantos cds de artistas, o disco Afrociberdelia de Chico Science & Nação Zumbi.
Bambas Dois foi lançado em outubro do ano passado e trata-se de um livro-cd em que BiD trabalha com a fusão de sonoridades do nordeste brasileiro com sons da Jamaica. O disco conta com 14 faixas e o livro, com mais de 80 páginas sobre o projeto desenvolvido entre Brasil e Jamaica. Quando soube desse projeto lembrei imediatamente de um depoimento de Gilberto Gil onde diz que Luiz Gonzaga, quando ouviu pela primeira vez um reggae, comentou: "Esse tal de reggae é um xotezinho muito do safado". Apesar do comentário ter um quê de zombaria, demonstra que o Rei do Baião reconhecera semelhança entre aquele som jamaicano e o nosso xote. Ou seja, esse projeto do BiD é uma grande sacada!
Para a realização de Bambas Dois, Eduardo BiD reuniu um bocado de bambas do Brasil e da Jamaica. Daqui convidou Dominguinhos, Chico César, Lúcio Maia, Dengue e outros da Nação Zumbi, Karina Buhr, Luiz Melodia, Céu, entre tantos mais. Da Jamaica, Kymani Marley, Sizzla Kalongi, Stick (The Wailers), The Heptones, entre outros.
O site do projeto é lindo! Com ilustrações inspiradas nos cordéis nordestinos, fotos, vídeos, um dicionário de percussão brasileira, ficha técnica, etc.
Segue abaixo todas as faixas de Bambas Dois e em seguida um trailler.
PS: destaque para World Cry (Al Fayah Mix) com Karina Buhr.
quinta-feira, 8 de março de 2012
CéU
Nesses anos 2000 são tantos os cantores e cantoras novos que surgiram que não estou dando conta de acompanhar. Thiago Pethit, Tiê, Kassin, Tulipa Ruiz, Marcelo Jeneci, Karina Buhr (solo), entre outr@s. É uma moçada nova por volta dos seus trinta e poucos anos muito talentosa e eu sem tempo de abraçar tudo, de ouvir com a atenção que sempre gostei e gosto de ouvir. Porque como já falei, em um texto aqui no refúgio, gosto de parar para ouvir música mas isso se tornou quase impossível. Por isso estou escrevendo este post ouvindo a mais nova pérola musical brasileira: Caravana Sereia Bloom, terceiro disco da cantora paulistana Maria do Céu, ou simplesmente CéU.
Como já disse, ouvir e acompanhar os novos talentos tá bem difícil. E com CéU não é diferente, conhecia quase nada do trabalho dessa moça. Esta semana comecei a ouvir um pouco mais dos seus dois primeiros discos mas me detive mais (e é ele que estou ouvindo agora) em Caravana Sereia Bloom (2012), um disco de inspiração "pé-na-estrada", com as influências várias que essa moça tem de MPB, samba, reggae, rock sessentista/setentista, jazz... O prazer que tá me dando em ouvir a CéU é muito parecido quando ouvi pela primeira vez os primeiros discos da Gal Costa ou os primeiros da Marisa Monte. Mas a voz da CéU é um pouco rouca o que dá um charme especial às canções. Além disso a moça compõe (e bem!), é criativa, não tem medo de experimentar e também se envolve com a produção do disco, produzido por ela e seu companheiro, Gui Amabis, um craque em produção, antenado com as novas/antigas tendências - afinal ser original é voltar às origens - e texturas sonoras.
Ainda não comprei o disco, estou ouvindo pela net, por isso não sei sobre a ficha técnica, mas dando uma olhada em várias resenhas por aí sei que tem participação da guitarra de Fernando Catatau, da banda Cidadão Instigado; do maestro Edgar Poças (pai da CéU); de Pupillo, baterista da Nação Zumbi, entre outros. Por falar na Nação Zumbi, a Céu tem uma relação bem bacana de parceria musical com os mangueboys, ou melhor, manguemen (afinal os meninos cresceram, né?).Seu disco anterior, Vagarosa (2009) tem participação de peso de Lúcio Maia (guitarra), Dengue (baixo) e Pupillo (bateria). Além de composições da própria CéU e de Gui Amabis, Caravana... ainda tem músicas de Nelson Cavaquinho (Palhaço), Lucas Santtana (Streets Bloom) e Jorge dü Peixe (Chegar em Mim).
Ainda não comprei o disco, estou ouvindo pela net, por isso não sei sobre a ficha técnica, mas dando uma olhada em várias resenhas por aí sei que tem participação da guitarra de Fernando Catatau, da banda Cidadão Instigado; do maestro Edgar Poças (pai da CéU); de Pupillo, baterista da Nação Zumbi, entre outros. Por falar na Nação Zumbi, a Céu tem uma relação bem bacana de parceria musical com os mangueboys, ou melhor, manguemen (afinal os meninos cresceram, né?).Seu disco anterior, Vagarosa (2009) tem participação de peso de Lúcio Maia (guitarra), Dengue (baixo) e Pupillo (bateria). Além de composições da própria CéU e de Gui Amabis, Caravana... ainda tem músicas de Nelson Cavaquinho (Palhaço), Lucas Santtana (Streets Bloom) e Jorge dü Peixe (Chegar em Mim).
Eis um link para ouvir as músicas de Caravana Sereia Bloom http://www.vagalume.com.br/ceu/discografia/caravana-sereia-bloom.html
Segue o vídeo da música Retrovisor, primeiro single de Caravana......
Atualização em 14/03/2012: Vale a pena ler a resenha da revista Rolling Stone (Brasil) sobre Caravana Sereia Bloom: http://rollingstone.com.br/guia/cd/caravana-sereia-bloom/
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Amanda: a mais nova princesinha da família!
Feliz Aniversário, Amandinha!!! E muitos anos de vida, princesa!!!
Beijos e cheiros da tia Sandra!
Segue a Ciranda da Bailarina (Chico Buarque), versão Adriana "Partimpim" Calcanhotto para a Amandinha :D
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
entrevista com Fábio Trummer
Encontrei essa entrevista com o Fábio Trummer, vocalista da banda Eddie. Nada demais, trata-se de um depoimento pessoal sobre o carnaval de Recife/Olinda, mas gostei um bocado.
Segue abaixo um frevinho da banda, bem no estilo olindense de fazer essa festa que é o carnaval.
Obs.: ouçam com atenção a letra de extrema profundidade.
Queridos Pituleira e Roberto, acho que essa música cai como uma luva pra tocar na troça do Bar de Ferreirinha! :)
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
adorei isso!
Análise da trilha sonora de Super Mario World
Trabalho realizado por alunos do curso de Cinema da UFPE para a disciplina de Música e Trilha Sonora, ministrada por Felipe Trotta.
fonte: youtube
via: https://twitter.com/#!/hdmabuse
Trabalho realizado por alunos do curso de Cinema da UFPE para a disciplina de Música e Trilha Sonora, ministrada por Felipe Trotta.
fonte: youtube
via: https://twitter.com/#!/hdmabuse
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