Carnaval acabou e todo ano todo folião tem a mesma sensação: foi pouco, quero mais!
Nem me incluo entre os foliões típicos porque, apesar de achar o carnaval a festa mais linda do mundo, sou uma foliona atípica: danço, canto mas sou muito mais contemplativa.
Adoro ver os maracatus, os afoxés, caboclinhos, os blocos líricos e todo tipo de fantasia que o povo inventa. O carnaval é, por excelência, a festa da irreverência, da alegria, da piada, do bom humor.
Tem quem ache tudo isso superficial, sem profundidade, frívolo. E é mesmo, ainda bem. No carnaval podemos assumir nosso lado mais fútil sem culpa, cometer alguns pecadilhos, inventar fantasia, brincar, enfim, ser novamente criança. Afinal ser o ano todo criança é impossível...
Mas carnaval também é coisa séria para muitos brincantes. Falo disso pensando nos caboclos de lança dos maracatus rurais que se preparam o ano inteiro, bordando suas golas e depois viajam da zona da mata até Recife/Olinda para se apresentar.Também penso nos integrantes das escolas de samba, dos afoxés, caboclinhos, pessoas simples, pobres das coisas materiais mas imensamente ricas de espírito, de bravura. Pessoas que mesmo fodidas, lascadas e mal pagas fazem questão de manter a tradição do seu folguedo, da sua escola que, muitas vezes, é o que dá sentido às suas vidas.
É por essas e outras que, mesmo se um dia eu parar de brincar carnaval (e a cada ano eu brinco menos...), o carnaval sempre será uma festa que terá o meu respeito e admiração, seja aqui, em Pernambuco, ou em qualquer lugar do Brasil onde as pessoas façam uma festa bonita de se ver e brincar.
Sei que esse samba é melancólico mas os sambas mais lindos são melancólicos mesmo, né não? Lembrei dele quando decidi escrever esse texto: Tristeza Pé no Chão com a saudosa Clara Nunes.
Encontrei essa entrevista com o Fábio Trummer, vocalista da banda Eddie. Nada demais, trata-se de um depoimento pessoal sobre o carnaval de Recife/Olinda, mas gostei um bocado.
Segue abaixo um frevinho da banda, bem no estilo olindense de fazer essa festa que é o carnaval.
Obs.: ouçam com atenção a letra de extrema profundidade.
Queridos Pituleira e Roberto, acho que essa música cai como uma luva pra tocar na troça do Bar de Ferreirinha! :)
Já saiu a programação do festival que corre paralelamente e no meio da muvuca do carnaval do Recife.
Quem quiser saber mais clique aqui.
Segue abaixo o soundcloud do rec-beat com músicas de alguns artistas que estarão presentes no Festival.
Ah, já ia me esquecendo de dizer: o Festival rec-beat é "de grátis", na rua e NÃO tem axé míusique!
Uma leitura filosófico-carnavalesca por César S. (inaNImOt)
Aproveitei o carnaval para colocar em dia a leitura da obra do filósofo Abelardo Barbosa. Trata-se de um marco da onto-teo-logia ocidental, em uma obra cujo destaque é o conceito autoevidente de trumbicação, o qual levou O Filósofo a proferir, enquanto ria da estultície dos seus críticos: «Eu vim pra confundir, não pra explicar».
Discípulo de Heráclito, São Abelardo Barbosa reconhecia que havia críticas pertinentes à obra de seu mestre. Contudo, afirmava com convicção que «O mundo está em dicotomia convergente, mas vai mudar».
Ainda seguindo a tradição pré-socrática de investigar o cosmos e a natureza, deixou um aforismo no qual nos ensina que «A melhor lua pra se plantar mandioca é a lua-de-mel».
O ponto alto do volume Santo Anselmo / Abelardo Barbosa da coleção Os pensadores é o argumento ontológico, no qual, após demonstrar que «Honoris causa é a mesma coisa do que hors-concours», São Abelardo Barbosa nos mostra, através de premissas que são axiomas necessários, analíticos e a priori, a inexistência de Deus. O argumento pode ser esboçado nas seguintes linhas:
Quem não se comunica, se trumbica (Premissa 1)
Deus não se comunica (Premissa 2)
Logo----- (Conclusão)
O argumento ontológico de Abelardo Barbosa causou escândalo por todo o medievo, levando à proibição papal do ensino do conceito de truo-imbicare nas Escolas durante cinco séculos. No entanto, sua obra foi resgatada pelos apólogos da modernidade do início do século XX, tendo sido a influência marcante no argumento ontológico de Alfred Jarry.
(Os ditos de Abelardo Barbosa citados acima foram retirados daqui.)
De Fazer Chorar autor: Luiz Bandeira versão: Eddie
O frevo acima é o frevo dos inconformados com o fim do carnaval. Não sei se vocês curtem. Se não, eu compreendo, juro que compreendo. Acho que só quem nasceu em Pernambuco, ou conhece e gosta de frevo e carnaval, curte, de fato.
Fabinho Trummer e a Eddie; Chico Science (de onde estiver) e a Nação Zumbi; Fred 04 e a Mundo Livre S.A. amam o carnaval e eu amo o carnaval e essas bandas porque além de falarem do universal com muito talento, ainda cantam minha aldeia. Daí minha relação afetiva com esses moços que só conheço de vista - amores platônicos, há mais de uma década, que encontro nas ruas, em lanchonetes, em bares, em filas de cinema e, evidentemente, em shows, seus shows. E neste carnaval, especificamente, ouvir a Eddie tem me dado o maior tesão: o último disco deles não para de tocar lá em casa. Será que sou uma groupie enrustida? (risos).
PS: Pra quem não sabe, groupies são moças que gostam de trepar com músicos de banda.São as famosas tietes que levam a tietagem às últimas consequências...
Natural de Olinda, a Eddie é uma das bandas mais bacanas que tocam por aqui e por aí afora. Em seu quarto disco, aqueles meninos, que curtiam cinema-praia-futebol, chegaram à maturidade. Da década de 90 pra cá muita coisa aconteceu: a vida machuca e deixa marcas. Mas quando se tem coragem, determinação e leveza, fica mais fácil tocar a vida.
Se no primeiro disco da Eddie, a vida soava mais alegre, neste predomina a melancolia. Mas entenda-se, essa melancolia está mais presente nas letras que nas melodias. Fabinho Trummer (letra/voz/guitarra) e Cia ainda nos faz mexer o corpinho. Pra se ter uma idéia o disco começa logo com um frevo delicioso de cantar e dançar. Daí segue com samba, samba-rock, rock, gafieira-dub (definição minha), um bolero e uma pitada de surf music. Tudo com aquele Original Olinda Style, como define, o próprio Fabinho, o som da Eddie e de outros artistas de Olinda.
Agora você deve estar curioso/a pra saber o que é esse Original Olinda Style. Acertei? Então escuta essa: tem gente que jura que Bob Marley nasceu em Olinda. A quantidade de cannabis sativa que circula por ali... O olindense é relaxado, leve... Diferente do recifense, mais estressado. Arrisco dizer que a leveza que nos resta se deve aos ventos (ou fumaça...) que sopram de Olinda até Recife, ou talvez às marés e, certamente, às linhas de ônibus Rio Doce/Piedade e Barra de Jangada/Casa Caiada que permitem esse saudável intercâmbio cultural, pelo litoral, unindo Olinda, Recife e Jaboatão, cidade vizinha e ao sul de Recife, berço da Mundo Livre S.A. (banda influente no som da Eddie).
Além disso tem o carnaval, né? Essa festa desvairada que o pernambucano faz questão de manter a tradição mas sempre abrindo espaço para o novo. E é justamente em Olinda e Recife onde há a maior concentração de blocos, orquestras de frevo e foliões. E é essa festa, o nosso carnaval, que nos salva, que dá leveza à alma e ajuda a suportar a dureza da vida. Tem até um frevo - entre muitos- que revela o quanto o carnaval é importante em nossas vidas, que diz assim: " É de fazer chorar quando o dia amanhece e obriga o frevo a acabar, oh quarta-feira ingrata, chega tão depressa, só pra contrariar!". Fabinho Trummer, como bom folião, sabe disso. Tanto que já gravou esse frevo com a Eddie, naturalmente naquele estilo original de Olinda.
Aliás, pra quem não sabe, a música "quando a maré encher", gravada pela Nação Zumbi (outra banda que influencia a Eddie) e que ficou famosa na voz da saudosa Cássial Eller, é um frevo da Eddie, um frevo-rock. Fabinho, moço leve e despretensioso, sabe das coisas.
PS 1: na postagem acima vocês viram/ouviram, os vídeos do frevo Bairro Novo/Casa Caiada (nomes de dois bairros de Olinda) e da indignada "eu tô cansado dessa merda" na voz de Karina Buhr (participação especial). Ainda indico a audição do sambinha cafajeste "me diga o que não foi legal" e de "gafieira na avenida". Você pode ouvi-las aqui. Ou melhor, se possível, ouça o disco todinho, todinho. Esse carnaval, ainda que no inferno, é primoroso!
PS 2: perdão, infelizmente pensei que as músicas indicadas acima estavam disponíveis no myspace da Eddie. De todo modo tem outras músicas lá. E no youtube tem outros vídeos.
meu carnaval acabou hoje às 01:00 da madruga com um xou belíssimo desse homem delicioso aí de cima, Luiz Melodia. Lindo, lindo, no repertório só sambas. mas antes, vi e dancei maracatu de baque virado, de baque solto, acompanhei blocos líricos e cantei, cantei, cantei...rs... também vi um xou sensacional de um trio senegalês, Les Frères Guissé, belo, belo! Tudo de graça! Uauuuu! mas com toda essa minha animação não pensem que brinquei todos os dias, não. tive que dar assistência aos meus pais. no sábado só fui pro Galo pela manhã, brinquei domingo à noite, quando assisti os afoxés e um xou maravilhoso da não menos maravilhosa, Elza Soares. e depois brinquei na terça. e só, somente só... mas valeu! PS:A foto acima é do xou do Melodia no Pólo Várzea, na segunda-feira. mas o xou que eu assisti foi no Pátio de São Pedro (parece até que vocês conhecem Recife...rs...)
Os frevos-de-bloco são frevos mais lentos executados pelas orquestras de pau-e-corda que compõem os blocos líricos. Os instrumentos da orquestra são banjos, bandolins, violões, cavaquinhos, flautas, saxofones e clarinetas. Acho que dá até pra imaginar o ar saudosista e romântico desses blocos, não? Abaixo segue o frevo do bloco lírico Madeira do Rosarinho. Um dos frevos que mais me emocionam, seja pela música, seja pela letra. Pena que vocês não possam ouvi-lo, não sei como pôr áudio no blogue...
Madeira que Cupim não Rói (Capiba)
Madeira do Rosarinho Vem à cidade sua fama mostrar E traz com seu pessoal Seu estandarte tão original Não vem pra fazer barulho Vem só dizer e com satisfação Queiram ou não queiram os juízes O nosso bloco é de fato campeão E se aqui estamos, cantando esta canção Viemos defender a nossa tradição E dizer bem alto que a injustiça dói Nós somos madeira de lei Que cupim não rói.
PS: Madeira do Rosarinho é um bloco de pau-e-corda (ou lírico) de Recife, fundado em 1926. Foi várias vezes campeão dos concursos de agremiações. Diz a história que em um desses concursos o bloco Batutas de São José (que não estava na sua melhor fase) foi campeão. O Madeira do Rosarinho não se conformou com o resultado e seus dirigentes, sentindo-se injustiçados, encomendaram a Capiba um frevo (este) como desagravo.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
PREFEITURA DO RECIFE - CARNAVAL MULTICULTURAL PÓLO RECIFE MULTICULTURAL (Marco Zero)
18h
ABERTURA DO CARNAVAL 2008 RUA DA MOEDA: Concentração e Saída de 500 Batuqueiros de 14 Nações de Maracatu sob a regência de Naná Vasconcelos/ Rei e Rainha do CarnavalDESFILE CENTENÁRIO DO FREVO Clarinada com 20 clarins (pacote de 3 clarinadas)CORTEJO DE BLOCOS DE PAU E CORDABloco C. M. Madeira do Rosarinho - 1º/ G1Bloco C. M. Pierrô de São José - 4º/ GEBloco C. M. Flôr da Lira - 3º/ GEBloco C. M. Batutas de São José - 2º/ GEBloco da Saudade - independenteBloco Eu Quero Mais - independente
MaestroMarco César (Coordenação)Artefolia - Passistas de frevo (20)
ESTANDARTES DE CLUBES E TROÇASEstandartes(18):Troça C. M. A Mãe é Minha - 1º/ G1Troça C. M. Beija Flôr em Folia - 4º/ GETroça C. M. O Bagaço É Meu - 3º/ GETroça C. M. Tô Chegando Agora - 2º/ GETroça C. M. Abanadores do Arruda - 1º/ GETroça C. M. Leão do Córrego - independenteClube C. M. Pavão Misterioso - 1º/ G1Clube C. M. Reizado Imperial - 4º/ GEClube C. M. Transporte em Folia - 3º/ GEClube C. M. Girafa em Folia - 2º/ GEClube C. M. Bola de Ouro - 1º/ GEClube C. M. Cachorro do Homem do Miúdo - independenteClube C. M. Elefante de Olinda - articulaçãoClube C. M. Lenhadores do Recife - centenárioClube C. M. Vassourinhas do Recife - centenárioClube C. M. das Pás Douradas - centenárioClube C. M. Lenhadores Olindense - centenárioClube C. M. Vassourinhas de Olinda - centenário
CORTEJO Nº 3 - TRIBO INDÍGENAS OU CABOCLINHOS (05)Caboclinhos Kapinawá - 1º/ GECaboclinhos Canindé do Recife - 2º/ GECaboclinhos Oxossi Pena Branca - 3º/ GECaboclinhos Sete Flexas do Recife - 4º/ GECaboclinhos Cahetés de Goiana - 1º/ G1
PALCO
19h
500 BATUQUEIROS DE MARACATU SOB A REGÊNCIA DE NANÁ VASCONCELOS Com a participação: MARISA MONTE, ELZA SOARES e LIA DE ITAMARACÁ (essa mulher é a rainha da ciranda!) 21h
ORQUESTRA POPULAR DO RECIFE com participação de Claudionor Germano, Silvério Pessoa, China, Jorge Du Peixe, Nonô Germano, Fábio Trummer, Fred 04, Edy Carlos
22h30
SHOW DE SILVÉRIO PESSOA com participação especial de Manu Chau, Fernando Anitelli do Teatro Mágico
PÁTIO DE TODOS OS RITMOS ( Pátio de São Pedro )
16h3018h3020h21h3023h
Orquestra do Maestro Nunes - Passistas Cylene AraújoKelly RosaOrquestra Vocal do RecifeOrquestra Geraldo Santos
PÓLO DAS TRADIÇÕES ( Pátio de Santa Cruz )
16h
NÉM SEMPRE LILY TOCA FLAUTA
POLO MANGUE DO MORRO ( Alto José do Pinho )
20h
DESFILE DE AGREMIAÇÕES
PÓLO DAS FANTASIAS (Praça do Arsenal da Marinha)
A partir das 18h
DESFILE DE AGREMIAÇÃOBanda de Frevo (Itinerante)Passistas Troça Teimoso em Folia - 2º/ G1Bloco Com Você no Coração - 2º/ G1Teu Urso - 2º/ G1Boi de Tanga - 2º/ G1Maracatu de BS Leão Teimoso de Paudalho - 2º/ G1Orquestra Popular da Bomba do Hemetério
21h30
Orquestra de Frevo (Itinerante)Passistas
PÓLO DE TODOS OS FREVOS (Avenida Guararapes)
17h
PÇA MACIEL PINHEIRO/ RUA DO HOSPÍCIO/ IMPERATRIZ/ MATIAS DE ALBUQUERQUEOrquestra de Frevo (Itinerante)PassistasUrso da Tua Mãe - 1º/ G1Clube de Boneco Tô Afim - 3º/ G1Troça Flores do Meu Bairro - 3º/ G2
PÓLO DE TODOS OS RITMOS (Pátio de São Pedro)
17:0017:2017:4018:0018:2018:4019:0019:2019:4020:00
DESFILE DE AGREMIAÇÕESTroça Estrela da Tarde - 3º/ G1Troça Tô Chegando Agora - 2º/ GEOrquestra de Frevo (itinerante)PassistasBloco Pirilampos de Tejipió - 5º/ GEBloco Banhistas do Pina - 1º/ GEBloco Príncipe dos Príncipes - 4º/ G1Bloco Lira da Noite - 5º/ G1Bloco Mandarim em Folia - 6º/ G1PALCOOrquestra de Pau e Corda do Maestro Barbosa
Essa postagem tá uma zona, eu sei , só fiz copiar e colar, é que eu tou sem tempo mas a fim de divulgar o carnaval de Recife. Beijos. E feliz carnaval procês!!!
Os caboclos de lança são brincantes do maracatu de baque solto (ou rural). São pessoas simples que sobrevivem do corte da cana, na zona da mata pernambucana. Eles se preparam o ano inteiro para as apresentações no carnaval. Só pra vocês terem uma idéia, a gola que eles vestem, bordada com vidrilhos e lantejoulas leva seis meses para ser confeccionada. E são os próprios caboclos que fazem o bordado. O maracatu rural é bem diferente do maracatu nação (ou de baque virado, de origem nagô). Tem uma orquestra formada por instrumentos de percussão e sopro, a música é a marcha e quando o Mestre "puxa" a loa (toada), a orquestra silencia e quando a loa termina a orquestra recomeça e os caboclos correm de um lado para o outro fazendo malabarismos com suas lanças. É lindo demais de se ouvir e ver. O colorido é belíssimo. Puxa, não dá nem pra descrever, moçada! Foto: Fundação Joaquim Nabuco
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PS: Mudando de assunto, não se esqueça do Boal... não entendeu? É o seguinte: Augusto Boal, criador do Teatro do Oprimido está sendo indicado ao Prêmio Nobel da Paz. Quem quiser enviar uma carta apoiando sua candidatura, (só até amanhâ, 31/01) desça algumas postagens abaixo e anote o endereço. Recado dado. Beijos.
Eita preguiça danada de escrever e trabalhar! Tem certeza que ainda não é quarta-feira de cinzas? E que chuva tá caindo aqui em Recife! Com trovão e tudo. Tem gente no céu indignada com o fim do carnaval...Baco e suas bacanas* devem estar P*** da vida. *Eu disse "bacanas" por causa de uma amiga minha, atriz de teatro, que quando interpretou As Bacantes chamava de As Bacanas. Tudo a ver. Afinal, o bacanal é bacana, né não? E o carnaval também. Um beijobacana (não confundir com "sacana", por favor, olhem o respeito!). Ah, quem ainda quiser ouvir um frevo jazzeado, eis a Spok Frevo Orquestra. E Olha que frase eu vi lá no site: "O Frevo está para o Capibaribe assim como o Jazz está para o Mississipe" (Zé da Flauta). Bacana, não?
Desenho de Egon Schiele (outro hedonista) só pra variar...
Caboclo de lança do Maracatu Rural (ou de baque solto), em Nazaré da Mata.
Os maracatus rurais também se apresentam em Recife e Olinda. É um dos espetáculos mais belos de se ver no Carnaval. O colorido é exuberante. As evoluções, com saltos e malabarismos. As toadas (ou loas), emocionantes. E são os próprios caboclos que bordam as golas que vestem, com vidrilhos e lantejoulas (passam aproximadamente seis meses bordando). A orquestra que acompanha é formada por instrumentos de percussão e sopro, incluindo o trombone. A música é a marcha. E quando o Mestre "puxa" a loa, a orquestra silencia. Lindo lindo lindo!
Sobrevivendo do corte de cana e subempregos, os brincantes desse folguedo dão uma lição de resistência ao manter viva a tradição de sua arte.