quarta-feira, 20 de junho de 2012

Viva São João!

As festas juninas chegaram e ele voltou! Pra quem não baixou ano passado, taí: o maior podcast junino do Brasil! É a simulação 'Rádio Gigante' com mais de 5 horas de pesquisa! Muito forró, baião, rojão, xote, cantoria, rabeca, samba de latada, xaxado, pife, quadrilha, causos, breaks comerciais divertidos e originais, e tudo o mais de antigo e contemporâneo! Perfeito para longas viagens, rádios-postes ou para você que não que ter o trabalho de ficar passando música no tocador e perder a dama no rala-bucho! Compartilhai, divulgai e baixai! É tudo vosso! Viva, São João! (texto do soundcloud de Jr.Black).


terça-feira, 12 de junho de 2012

mercado de carbono: mais um engodo dos donos do capital

desenho de Quino



O mercado de carbono surgiu durante a ECO-92 no Rio de janeiro e foi oficializado no Protocolo de Quioto em 1997 com a finalidade de reduzir a emissão de gases que contribuem para o efeito estufa.

Funciona basicamente assim: uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) vale um crédito de carbono, desta forma as indústrias que menos poluem acumulam créditos de carbono que são vendidos - como se fossem ações da Bolsa - a indústrias que continuam poluindo. Ou seja, comprar créditos de carbono corresponde a comprar uma permissão para continuar emitindo GEE (gases do efeito estufa). 


Trata-se de um sistema de compensação que não diminui a emissão de gases porque, para cada indústria que não polui (ou polui menos) tem outra que polui o equivalente ao excedente da redução de emissão daquela indústria menos poluente.


Resumindo, esse Mondo Capital e sua "economia verde" só quer a sustentabilidade dos seus lucros. 


Para saber mais, inclusive sobre a nefasta mercantilização dos recursos naturais, acesse o sítio da Cúpula dos Povos, evento organizado pela sociedade civil mundial que acontecerá paralelamente a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.


sábado, 9 de junho de 2012

Recife Frio...


Imagine uma cidade quente-úmida, com temperatura média anual de 26°C, com um mar de água quentinha (e alguns tubarões...), céu azul de verão e que, de repente, em questão de minutos, torna-se fria, com temperatura variando entre 4°C e 15°C. Um fenômeno supostamente causado pela queda de um meteorito numa praia durante um luau...

Esse é o mote do curta-metragem Recife Frio do jornalista, crítico de cinema e cineasta pernambucano Kléber Mendonça Filho. Uma ficção nonsense cheia de humor e crítica social. Para tornar o causo verossímil, Kléber lançou mão da idéia de fazer do curta uma pseudo-reportagem realizada por uma TV argentina sobre a estranha mudança climática de Recife. Isso me fez lembrar imediatamente, logo nos primeiros minutos do filme, de Orson Welles e sua transmissão radiofônica A Guerra dos Mundos, que relata uma falsa invasão marciana na Terra.

O história de Recife Frio poderia estar ambientada em qualquer outra cidade quente do Brasil, pois os males sociais das cidades brasileiras são os mesmos. Quem é recifense delicia-se de maneira especial com o filme porque há referências à cidade que só a gente conhece como, por exemplo, duas torres de apartamentos de luxo muito criticadas por urbanistas e uma parcela crítica da população, por terem sido construídas num local inadequado, interferindo negativamente na paisagem da cidade. No filme, essas duas torres aparecem grafitadas - sonho de qualquer grafiteiro e de quem tem vontade de implodi-las mas não pode... Ou o letreiro luminoso no prédio da prefeitura que diz : "a grande obra é aquecer as pessoas", uma brincadeira com o slogan da prefeitura: " a grande obra é cuidar das pessoas". Além disso há no filme outras situações bastante cômicas pelo absurdo que retratam, como o aparecimento de pinguins numa praia onde se esperava encontrar golfinhos!

Recife Frio tem qualidade técnica e artística impecável. Foi exibido, ovacionado e premiado no Festival de Brasília -2009 (melhor filme, direção e roteiro) e de lá pra cá já recebeu mais de 20 premiaçãoes em vários festivais. Perdi algumas oportunidades de assiti-lo mas este ano Kléber Mendonça Filho disponibilizou o curta no youtube! Fiquei bem feliz, adorei o filme e decidi compartilhar com vocês. O filme tem pouco mais de 20min. Não deixem de assistir quando tiverem um tempinho. (Texto meu reeditado).

domingo, 3 de junho de 2012

Há Tempos...

Assistindo a um especial da Legião Urbana, um showzaço na MTV com Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá, Wagner Moura (no vocal) e participações especiais de Fernando Catatau (Cidadão Instigado), Bi Ribeiro (Paralamas), entre outros...

É incrível como as músicas da Legião com as letras do Renato Russo ainda me tocam fundo. Fico emocionada mesmo. Bateu uma saudade danada, até cantei e dancei sozinha na sala, rs...Daí resolvi postar o clip de uma música. Foi difícil escolher: são tantas da Legião que eu amo. Bem, fiquei com Há Tempos por fazer parte do repertório do disco As Quatro Estações: único show que vi da Legião, na década de 90 do século passado, no estádio do Palmeiras, em Sampa. Foi emocionante, inesquecível!

Eita que a vida passa rapidinho, parece até que foi ontem..

 

domingo, 6 de maio de 2012

Lua mais próxima da Terra...

moçada, lua cheia é lindo demais mas vi essa tirinha e não resisti...rs...


sou romântica, não nego, mas meu humor sarcástico tá no meu DNA, herança paterna...

sábado, 28 de abril de 2012

todo dia é o fim do mundo



Pra quem não conhece, Lula Queiroga é um dos parceiros musicais de Lenine (que imagino que tod@s que me leem conhecem). Compositor dos melhores, Lula acaba de lançar seu quarto álbum: Todo Dia é o Fim do Mundo. Ainda não ouvi o disco, só a faixa-título, que adorei!

Segue um texto - excelente, por sinal - do próprio Lula.


LULA Q POR LQ

A ideia base deste novo disco: Todo dia é o fim do mundo nasce de uma pergunta besta que sempre me assolou o pensamento. Como a raça humana conseguiu chegar até aqui? Se somos tão frágeis, se nascemos tão dependentes? A resposta seria Darwiniana: adaptando-se. A qualquer circunstância. Morrendo e nascendo mais resistentes. Insistindo e perseverando por instinto. Vingando, no sentido matuto e épico da palavra. Como um cacto no deserto hostil. Aí veio a era industrial, a urbanidade desordenada. A necessidade de sobreviver no caos. Do corpo e da mente. A grande odisseia humana em busca da felicidade. O fim virá para todos. Mas não como extinção imediata e datada da vida na terra. Porque não se trata de oráculos bíblicos, previsões fatalistas, Nostradamus, colisões meteoríticas, derretimento dos pólos. Não. Todo dia é o fim do mundo é sobre o apocalipse diário, o pequeno drama cotidiano, vivido de sol a sol, de chuva em chuva, de fome a fome, de coração a coração. É a respeito dos sobreviventes do cataclisma pessoal de cada instante. Dos heróis anônimos que têm que matar um leão a cada dia. E que no dia seguinte acordam para enfrentar tudo de novo. Da vida à deriva. Dos que se refugiam na loucura pra atenuar a falta de norte. Dos que perdem e dos que vencem momentos. E que de uma forma ou de outra, como mariposas, caçadoras de luz, conseguem encontrar, mesmo efêmera, a fagulha fátua da alegria e da divindade. Para mim, dar forma sonora e consistência a esse conceito chave, virou um mergulho. Aprendi , ano passado com Ronaldo Fraga mestre no quesito: arte é imersão. Musica é deixar afundar no redemoinho. Daí, com a companhia de Yuri, Lucky Luciano, Tostão e Paulo Germano, entramos no estúdio aqui da Luni, em Recife e começamos a procurar as melodias para as vozes, o timbre para cada fonte sonora. Tocando e compondo ao mesmo tempo. Ocupando os vazios, valorizando pausas. Envolvendo a canção com casulos harmônicos. Lembrando outras que já existiam. Antecipando mixagens. Perseguindo o que ainda não existe. Tomando sempre o cuidado de nunca sucumbir ao meramente sombrio. Porque a simples menção do fim do mundo pode ser uma armadilha.
Todo dia é o fim do mundo é um disco com 12 faixas quase coladas umas às outras. A ordem original não surgiu ao acaso. Mas como toda ordem pode ser descumprida ao gosto randômico de cada um. Até porque são músicas que independem umas das outras.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

emoción de la panza


Ao falar em emoção, a maioria lembra aquele órgão que pulsa involuntariamente, o coração. Pra mim é no estômago ou - mais coloquial e afetuosamente falando - na barriga que as emoções mais se manifestam.

Quando digo "emoções" refiro-me a praticamente todas elas. Sabe aquele nervosismo que dá quando a gente tem que falar em público? Quem é tímido sabe do que estou falando. Pois bem, em mim esse tipo de situação me leva a procurar desesperadamente por um banheiro...

E tem aquele friozinho que dá na barriga quando a gente encontra aquela pessoa que nos faz suspirar...aiai... Sem dúvida, é na barriga que se manifestam as emoções.

O que um susto ou uma notícia violenta podem nos causar são "um soco no estômago", né não? Úlceras podem surgir decorrentes de uma vida estressante e cheia de preocupações. Em compensação, o riso nasce da barriga, como já disse o poeta Cisco Zappa. E quem há de contradizê-lo? Basta ver como a barriga se mexe com uma boa gargalhada.

Mas a barriga também chora, chora com a gente, copiosamente... E quando a gente tá com "o coração na boca"  foi a barriga que o levou até lá. Ou por acaso você acredita que o coração tem perninhas pra andar até a boca?

Além disso a barriga é um abrigo tão gostoso que, ao nascer, a gente chora de saudade.

Enfim, por tudo isso, pelo choro ou pelo riso, nossas barriguinhas merecem oferendas. Portanto e por tanto comam, comam comidinhas deliciosas e também comam-se, devorem-se (não, nada de canibalismo, digo no sentido sexual mesmo) e depois descansem barriguinha com barriguinha, é tão bom... Elas, as barriguinhas, agradecerão porque prazer, seja da gula ou da luxúria, passa pelo cheiro, pela boca e se refugia na barriga.

No mais, em minha modesta opinião, as barrigas tipo tanquinho que me perdoem mas uma gordurinha é fundamental! Existe coisa mais sem expressão (e emoção) que uma barriga tipo tanquinho?

PS: A barriguinha da foto é de Marilyn Monroe. Duvida?

quarta-feira, 4 de abril de 2012

poemas de Raul Motta e Jorge Caraballo



palavras que lutam

Raul Motta in Há Palavra

palavras que lutam 
são mais que palavras

palavras que lutam

são corpos

sãos

pontes sobre

vãos

palavras que lutam

aqui

agora

presentes
fazem da hora
hora de ação
palavras que lutam
negam o luto
são 
grito
e
oração 
que sigam sempre
ativas
altivas
vivas
em nós
as palavras
que lutam
por nós


***

Pátria

(poema visual do poeta uruguaio Jorge Caraballo feito na década de 70 durante a ditadura militar no Uruguai)




domingo, 1 de abril de 2012

Viagem à Lua com amour, imagination et rêve...

Viagem à lua (Le Voyage dans la Lune - 1902) é um clássico do cinema mudo, considerado um dos precursores das ficções científicas no cinema. Baseado no romance de Julio Verne, Da Terra à Lua, o filme do francês Georges Méliès foi colorizado posteriormente com uma técnica manual onde os negativos são pintados quadro a quadro. Durante décadas desaparecido, uma cópia desse trabalho foi encontrada na década de 90. E em 2011 a obra foi lançada no Festival de Cannes com uma trilha sonora composta pela dupla francesa de música eletrônica Air - iniciais de amour, imagination e rêve (amor, imaginação e sonho). Não contentando-se em apenas sonorizar o filme, a dupla fez uma trilha sonora com quase o dobro do tempo com um instrumental que não se restringe ao eletrônico -  banjo, mellotron, piano, guitarra, bateria acústica e percussão compõem essa linda trilha para um clássico que tem influenciado gerações.

O filme, com pouco menos de 16 minutos, pode ser visto na íntegra aqui. Quem ama cinema não pode deixar de assisti-lo!

Segue uma palhinha com a música Sonic Armada do Air.






Nunca tinha visto Viagem à Lua, fiquei encantada...  a música do Air funcionou maravilhosamente! E ainda me lembrei de dois clips de música lindos: Tonight Tonight do Smashing Pumpkins (que faz referência direta à Viagem à Lua); e Busca Vida dos Paralamas do Sucesso. Os dois estão aí embaixo pra vocês conferirem.


sábado, 31 de março de 2012

Belle and Sebastian

Belle and Sebastian é uma dessas bandas independentes tipo "fofa" que faz um pop melancólico com letras intimistas. Às vezes lembra The Smiths...

Nascida em Glasgow, Escócia, em 1996, a banda tem o nome de um livro infantil francês que narra a história de um garoto, Sebastian, e seu cachorro, Belle. A música a seguir, Seeing Other People, é do segundo disco da banda, If You're Feeling Sinister (1997), e uma das mais alegrinhas, pelo menos na melodia... Curto um bocadinho :) Seeing Other People by Belle & Sebastian on Grooveshark Seeing Other People by Belle and Sebastian on Grooveshark

E olha só que gracinha de animação! Uma  versão de uma música dos Primitives (banda britânica dos anos 80) feita pelo B&S. A cidade que aparece de fundo (será Glasgow?), com rios e pontes, até lembrou Hellcife :P



Belle and Sebastian





quarta-feira, 28 de março de 2012

fanZines na revista Overmundo


A revista digital Overmundo nº5  traz uma matéria muito bacana sobre a história d@s fazines - Do papel ao silício, marginais como sempre, na superfície como nunca -  escrita pelo jornalista e zineiro Pirata Z (Marcelo Carota).

Pra quem curte o "do it yourself" ou, em bom português, "faça você mesmo", eu recomendo!

Além da matéria sobre fanzines, a revista ainda traz matérias sobre ciberativismo, música, arte...


E pra quem ainda não sabe...
"Overmundo é um website colaborativo sobre a cultura brasileira lançado em março de 2006 com o objetivo de dar visibilidade na internet à produção cultural brasileira que não é vista na grande mídia. Ele conta com artigos, um guia cultural das cidades brasileiras, uma agenda cultural e um banco de produtos culturais digitais. Qualquer visitante pode criar uma conta e publicar, votar ou sugerir edições ao conteúdo do site.
O mecanismo de votação é à primeira vista similar ao do site norte-americano Digg, mas em lugar de permitir a publicação de links externos comentados, permite aos usuários a publicação do próprio conteúdo nas diferentes seções. Além disso, o conteúdo permance por 48h "em edição", quando outros usuário poderão fazer sugestões relativas ao seu conteúdo, e outras 48h em votação, quando a comunidade do site decidirá se o conteúdo será publicado ou não. Todo o conteúdo publicado usa obrigatoriamente uma licença Creative Commons.
O website recebeu em 2007 o prêmio Golden Nica, a principal premiação do festival Ars Electronica, na categoria Digital Communities, e conta com mais de 1 milhão de visitantes únicos por mês.
O nome, apesar de sugerir ligação com a palavra "over" em inglês, é oriundo de um poema do modernista brasileiro Murilo Mendes." 
Fonte: Wikipedia

PS: Antes de criar o blog o refúgio em 2006, alguns poemas e textos meus foram publicados lá no site da Overmundo.

Segue um som de uma banda que Marcelo Carota (Pirata Z) simplesmente AMA!!!
Nada mais, nada menos que... THE CLASH!!!




"Viver é desenhar sem borracha" Millôr (1924 - 2012)

terça-feira, 27 de março de 2012

Voltei

Mania torta essa que eu tenho de me auto-punir  me privando das coisas que mais gosto de fazer. Uma delas: postar!
Nem uma semana de abstinência d'o refúgio... Tem jeito não, sou viciada!

Vai um som aí?

segunda-feira, 19 de março de 2012

saindo da blogosfera

Caros & Caras,

Fiz o download d'o refúgio e vou excluí-lo da web por um tempo. Fazia tempo que já estava pensando em excluir o blog mas não sabia da possibilidade de fazer o download e não queria perder os posts: muitos deles, para mim, têm um valor sentimental imenso.
Qualquer dia eu volto.
No mais, felicidades a tod@s!
Até!

PS: Esqueci de dizer, o Almanaque 68 continua. Não tenho produzido nada por lá mas vez em quando posto umas imagens (fotos, artes, cartazes...) bacanas e também rola uns sons...

sexta-feira, 16 de março de 2012

Alessandra Leão


Devo confessar, tenho preferência por sons mais urbanos, fusão de rock, pop, soul, funk, samba... Mas também sei me encantar por um som de raiz, que remetam a Zona da Mata. e/ou Agreste. Daí meu apreço pela extinta banda Mestre Ambrósio, Siba e a Fuloresta o Samba, Coco Raízes de Arcoverde, entre tantos artistas.

Alessandra Leão é uma cantora e compositora pernambucana que traz em seu trabalho a marca dos sons de raiz sem se apegar totalmente à tradição. Ex-integrante da banda Comadre Fulozinha,(que Karina Buhr também integrava), Alessandra lançou em 2006 seu primeiro cd solo - produzido por Rodrigo Caçapa - Brinquedo de Tambor, que teve duas música incluídas na playlist do ex-Talking Heads, David Byrne. Seu segundo cd, Dois Cordões (2009) - co-produzido por ela e Caçapa - é um belo trabalho com uma forte presença do samba de terreiro - o som dos ilús estão ali presentes para não me deixar mentir - unido ao sons suaves de guitarra elétrica. Alessandra também é dona de uma voz com sotaque e timbre bem regionais e é uma excelente percussionista: toca diversos instrumentos de percussão. Eu mesma já tive o prazer de ver essa moça tocando, ao vivo, um pandeiro... Divino! Ou melhor, divina! Alessandra é divina!

Abaixo, o soundcloud de Dois Cordões e um vídeo de estúdio da música Varanda.