Já saiu a programação do festival que corre paralelamente e no meio da muvuca do carnaval do Recife.
Quem quiser saber mais clique aqui.
Segue abaixo o soundcloud do rec-beat com músicas de alguns artistas que estarão presentes no Festival.
Ah, já ia me esquecendo de dizer: o Festival rec-beat é "de grátis", na rua e NÃO tem axé míusique!
Os Eurosambas (1992-1998) -The Gilbertos, disco de 1999 do ex-Fellini, Thomas Pappon e sua companheira, Karla Pappon.
Gravado parte em Londres, onde Pappon mora, e parte na Alemanha, só foi lançado no Brasil em 2003.
O nome "The Gilbertos" é uma clara referência ao casal Astrud e João... Mas, ainda que influenciado pela bossa-nova, Pappon não deixa de lado o humor fino e sutil da época na qual integrava a banda Fellini.
Um disco delicioso de ouvir, bem produzido, belos arranjos, enfim, um charme!
Esse som está no disco dos Beastie Boys, Ill Communication, de 1994 e também na compilação de músicas instrumentais, The in Sound from Way Out!, de 1996.
Gosto muito das músicas dos Beastie Boys mas gosto ainda mais quando eles fazem um som instrumental.
O bom de música é que ela dispensa (ou ao menos pode dispensar) palavras...
Ainda estou conhecendo mas desde que ouvi Amplidão fiquei maravilhada com o som desse trompetista paulistano de 42 anos, Guilherme Mendonça ou, simplesmente, Guizado que já lançou dois discos, Punx (2008) e Calavera (2010) e tem influência de rock, música eletrônica, jazz, sons melódicos do oriente e até do xangô de Pernambuco. Guizado, além de músico, compositor e cantor, também é produtor. Já produziu discos de Elza Soares, Nação Zumbi, Céu, Karina Buhr, Cidadão Instigado entre outros. Agora deixemos de lero-lero e ouçamos Amplidão...
Uma das melhores coisas que a MTV Brasil produziu no ano de 2011 foi o Grêmio Recreativo Arnaldo Antunes, onde ele reúne diversos artistas de vários estilos e gerações pra tocar juntos músicas de todos, reinventando os arranjos num trabalho coletivo com muito astral e diversão. Como diria Chico Science, se vivo fosse, é "diversão levada à sério!". Muito mas muito legal mesmo!
Ontem coloquei aqui o Arnaldo com a Marisa Monte cantando uma música do disco Omelete Man do Carlinhos Brown.
Hoje resolvi dar continuidade (dá vontade de colocar o programa inteiro!), apresentando um encontro que sempre achei que ficaria lindo e o Arnaldo Antunes teve a proeza de promover: Marisa Monte e Adriana Calcanhotto cantando juntas. Engraçado que é bastante comum os homens fazerem parcerias musicais ente si e com mulheres, mas é raro as mulheres fazerem parcerias musicais entre si. Espero que isso se torne cada vez mais comum. Mulheres, UNI-VOS!
Ah, acho que ainda vou colocar no refúgio mais desses programas do Grêmio Recreativo... Acho muito bacana esses encontros entre artistas, esse trabalho coletivo. Lenine (que também participa do Grêmio) é que diz que é musicalmente promíscuo: faz música com todo mundo, rs... Acho isso massa!
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano Vive uma louca chamada Esperança E ela pensa que quando todas as sirenas Todas as buzinas Todos os reco-recos tocarem Atira-se E — ó delicioso vôo! Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada, Outra vez criança... E em torno dela indagará o povo: — Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes? E ela lhes dirá (É preciso dizer-lhes tudo de novo!) Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam: — O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
in "Nova Antologia Poética", Editora Globo - São Paulo, 1998.
Em Jack-Ass, Beck, músico estadunidense, sampleou, exatos 30 anos depois, o lindo arranjo da versão de It's all over now, baby blue (música de Bob Dylan) da banda de Van Morrison, Them (1966).
Conheci a música de Beck primeiro. Vi no encarte do disco (Odelay) que tinha sample da música de Bob Dylan mas quando ouvi o original não o identifiquei, claro! O sample era da versão de Van Morrison que ouvi pela primeira vez quando assisti Basquiat, filme sobre a vida de Jean-Michel Basquiat (1960-1988), artista estadunidense. Interessante é que o filme sobre Basquiat é do mesmo ano do disco de Beck, 1996.
Adoro as duas músicas! Não, minto, gosto mais de Jack-Ass, de Beck. E samplear, ao contrário do que muita gente pensa, é coisa de quem tem informação, cultura, criatividade e sensibilidade. Como diria Pablo Picasso: "Bons artistas copiam, grandes artistas roubam!" (a exclamação é minha).
PS: Samplear é o ato de utilizar trechos de registros sonoros em um nova composição. O nome deriva da palavra sampler, equipamento que armazena sons e os reproduz posteriormente. E sample é o próprio som armazenado pelo sampler.