quarta-feira, 26 de agosto de 2009

de refugiada à entocada

Queridos & Queridas,

É o seguinte: não sei quando voltarei a postar novamente, tou sem vontade de escrever mas tou bem, não se preocupem. Minha cabeça (e energia) tá voltada pra outras histórias, tou tentando dar outro rumo profissional pra minha vida, ou melhor, um rumo profissional porque sempre fui meio sem rumo neste quesito (acho que noutros também...) apesar de ser formada em arquitetura. Além disso, vocês sabem, continuo sem computador em casa, o que reduz bastante meu acesso a net.

Grata pelos comentários!
Beijos & Abraços!

PS: Vais, querida, tou entocada mesmo, quase não saio de casa pra me divertir, o que inclui falta de sexo também. Tenho um amigo que diz que não se pode ficar muito tempo sem trepar não, senão encrua...rsrs...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

FIG na MTV

Hoje, às 22:30, a MTV vai exibir o segundo programa dedicado à cobertura do FIG - Festival de Inverno de Garanhuns/2009. Não comuniquei sobre o primeiro programa exibido (sexta-feira passada) porque só soube de última hora. E continuo sem máquina em casa.

Claro que o programa não consegue abarcar tudo o que rolou por lá, tampouco oferece ao telespectador a mesma deliciosa fruição de quem acompanhou o festival de perto. Mas vale a pena dar uma espiadinha: de vez em quando a MTV dá uma dentro, o que é bem difícil pra uma emissora tão comprometida com as grandes gravadoras...

Valeu, MTV! Ah, quem não puder ver hoje, tem reprise no domingo por volta das 19:00.

Beijos procês

sexta-feira, 10 de julho de 2009

vou ali mas volto já

Moçada,

próximo dia 15, vou subir a serra e dar uma espiadinha no Festival de Inverno de Garanhuns, onde rola muita música: meu maior vício, que não deixa de ser uma virtude ;-)

tou voltando em agosto,
té mais!

Beijos & Abraços procês

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Regionalismos

Nordestino não fica solteiro: fica solto na buraqueira!
Não vai com sede ao pote: vai com a bexiga taboca!
Não vai embora: pega o beco!
Fica com a mulesta dos cachorros quando se empolga!
Não é fiel: é manicaca!
Não bate: senta-lhe a mãozada!
Não sai pra farra: sai pro muído!
Não bebe um drink: toma uma!
Não é sortudo: é cagado!
Não corre: dá uma carreira!
Não ri dos outros: manga!
Não toma água com açúcar: toma garapa!
Não engana: dá um migué!
Não percebe: dá fé!
Não sai apressado: sai desembestado!
Não aperta: arroxa!
Não dá volta: arrudeia!
Não espera um minuto: espera um pedacinho!
Não é distraído: é abilolado!
Não fica com vergonha: fica encabulado!
Não passa a roupa: engoma!
Não ouve barulho: ouve zuada!
Não acompanha casal de namorados: segura vela!
Não rega as plantas: agoa!
Não quebra: tora!
Não é esperto: é desenrolado!
Não é rico: é estribado!
Não é homem: é macho!
Não grita "seu desalmado": grita "infeliz das costa ôca!"
Não pede almoço: pede o cumê!
Não come carne: come mistura!
Não lancha: merenda!
Não fica satisfeito quando come: enche o bucho!
Não dá bronca: dá carão!
Não fica com raiva: pega ar!
Não casa: se amanceba!
Não tem diarréia: tem caganeira!
Não tem mau cheiro nas axilas: tem suvaqueira!
Não tem perna fina: tem dois cambitos!
Não é mulherengo: é raparigueiro!
Não exagera: aumenta!
Não vigia: pastora!
Não se dá mal: se réia, se lasca todinho!
Nordestino quando se espanta não diz: "Noooosssa!":
diz: "Vigi Maria! Affe Maria!"

Não compara dizendo "Como é que pode?": diz "Sostô!"
Não vê coisas de outro mundo: vê uns malassombros!
Não é chato: é gabola!
Não é cheio de frescura: é pantinzeiro!
Não pula: dá pinote!
Nordestina não fica grávida: fica buxuda!
Nordestino não fica bravo: fica com a gota serena!
Não é malandro: é caba de peia!
Não fica apaixonado: ele arreia os pneus!



PS: Gostaria de acrescentar uma outra versão a "senta-lhe a mãozada!", que meu pai dizia: "dá-lhe uns tabefe!".

quarta-feira, 1 de julho de 2009

A Arte da Delicadeza

Desde que li as primeiras páginas desse livro, decidi que escreveria sobre ele aqui, no refúgio. Hesitei durante um tempo porque não sabia muito bem por onde começar, o que falar. Não que seja um livro difícil, muito pelo contrário: é um livro simples e muito, muito delicado. Mas como é difícil falar de coisas simples e delicadas...

Em O Livro dos Abraços, Eduardo Galeano, escritor uruguaio, nos conta histórias que ouviu ou viveu durante suas andanças pela América, sobretudo América Latina. São 191 textos - entre pequenas histórias e pequenas (grandes) reflexões de Galeano - impressos, cada um, em, no máximo, duas páginas. Algumas histórias são doces e inocentes; outras, sensuais; outras, ainda, fazem rir; e como não poderia deixar de ser, Galeano também conta histórias da dor de quem viveu - ele, inclusive - uma ditadura militar, que não foram poucas na nossa latinamérica: histórias de exílio; de bravura; de saudade dos amigos; de perdas irreparáveis. Tudo escrito com muita singeleza sem, contudo, excluir o lirismo.

O Livro dos Abraços, com seus textos enxutos, consegue expor todo o calor, inquietação e dor da América Latina. Um livro que emociona, seja em momentos de inocência, riso, aflição, coragem ou paixão. Um livro que, como nas palavras do editor, "é delicado e afiado, como a própria vida. Pode afagar, pode cortar. Mas seja como for, como a própria vida, vale a pena".

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Lucidez


O sistema deseduca as pessoas quando valoriza o "ter" ao invés do "ser". O sistema é perverso quando diz o que a gente pode ou não pode fazer. O sistema ilude as pessoas quando cria necessidades desnecessárias que, ao longo do tempo, revelam-se obsoletas.


Irado, Paulo rasgou seu diploma. Em crise existencial, Sônia queimou o seu com a ponta do cigarro. João não tem diploma e está muito ocupado escrevendo uma reportagem sobre a luta pela terra do povo indígena xucuru.

Paulo, Sônia e João são jornalistas. No entanto, apenas João não se deixa iludir pelo sistema. Alguns dizem que João é louco. Mas ele nem liga pra isso: continua seguindo pela contramão.


PS: dedico este modesto texto a todas as pessoas que sabem escrever, jornalistas ou não - com ou sem diploma - que não se rendem ao sistema.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

segunda-feira, 15 de junho de 2009

MEGA-NÃO ao AI-5 Digital


(Do blogue do Pirata)

holas.

imagino que tod@s saibam, ainda que apenas superficialmente, de um projétil de lei do $enador tucano eduardo azeredo com o qual, atendendo exclusivamente aos intere$$e$ de seus [dele] adestradores [bancos, gravadoras, $inhá mídia et caterva - enfim, o phoder], pretende implantar na uébi um sistema de vigilância que se pode definir como um híbrido de campo de concentração mental e bigue bróder - George Orwell, o profético autor de "1984", vive...

contrários a isso - e quem, em sã consciência de seus direitos, não haverá de sê-lo? -, grupos de pessoas representantes dos mais variados segmentos profissionais, dos mais diversos movimentos populares, organizaram, e com bastante eficiência e êxito, em São Paulo e em Belo Horizonte, edições de um encontro/fórum [físico, não apenas virtual] chamado MEGA-NÃO ao AI-5 Digital, no qual debateram ações a serem adotadas para um efetivo combate ao citado projétil.

estou disposto - muito, diga-se - a organizar uma edição desse debate aqui em Brasília - dispensável, acredito, explicar o porquê -, mas, óbvio, impossível fazê-lo sozinho - e, mesmo, acredito que o evento assistirá aos ideais de toda e qualquer pessoa que preze o direito à privacidade e à liberdade de expressão -, com o que venho por meio deste plá pedir que, primeiro, divulguem esta minha ação cidadã entre os seus contatos [tod@s serão bem-vind@s, claro, pois idéias nunca são demais, mas, preferencialmente, os que residem em Brasília], divulguem em suas caxangas virtuais, se possível, e, por fim, complementar a essa, a divulgação do linque do blogue que criei para contato - e consequente troca de informações - com as pessoas interessadas em participar, ajudar.

bueno, o linque é esse aí, abaixo:

http://ciberativismo.ning.com/profiles/blog/list?user=2qe0whn9zaj3m

tenho motivos de sobra para lhes pedir, em razão de segurança [do evento e minha, pessoal], duas coisas:

1) digam aos seus contatos que sou limpinho e que não durmo no silviço; e, muito, muito importante
2) que, ao fazerem contato, digam através de quem tomaram conhecimento da coisa.

é, era isso.

não me desejem, por especial fineza, sorte e ou bençãos de o deus, pois só quem não se garante precisa disso.

se quiserem, torçam apenas para que não me faltem saúde, saco e lucidez.
para o resto, com paciência e cuspe, sempre dá-se um jeito.

y tengo dicho.

gracias y hasta,

Pirata, um vosso capitão gôche

quinta-feira, 11 de junho de 2009

intensa


Lígia gosta de lamber esperma. Lambe tudinho, tudinho, do início ao fim. Lambe com sofreguidão. Lambe morrendo de fome. Lambe celebrando a vida que jorra do seu amado. Lígia não deixa escapar uma gota de vida sequer. Quando lambe, Lígia é a própria vida: a vida e o desespero de vida.

terça-feira, 2 de junho de 2009

o bichinho


Já o procurara por todo canto: debaixo da cama, dos móveis, dentro dos armários, gavetas e guarda-roupa. Procurara até nos lugares mais improváveis como geladeira, forno do fogão e lata de lixo... Vinicius revirara o apartamento pelo avesso, e nada de encontrar o bichinho.


Então procurou os vizinhos e, de porta em porta, perguntou a cada um, descrevendo minuciosamente forma, tamanho e cor, mas ninguém tinha visto o bichinho.

Saiu do edifício e foi procurá-lo pelas ruas do bairro, em baixo dos automóveis, em cima das árvores, em bueiros, em sarjetas, em contêineres de lixo reciclável, vidro, plástico, papel e nada, nada, nenhum sinal do bichinho.

Começou a achar que o perdera definitivamente, e sofreu com isso. Sentou, desolado, no meio-fio da calçada, acendeu um cigarro e começou a divagar: "Ele deve estar rolando pelas ruas, solitário... ou talvez, cansado de mim, tenha criado asas e voado para bem longe...". Vinicius suspirou melancolicamente e seus olhos marejaram. Foi quando uma brisa leve lambeu seu rosto. Pensou na Lígia... Levantou-se e, mais calmo, voltou ao apartamento. Quando chegou, o telefone tocava. Correu para atendê-lo.

- Alô.
- Vinicius; sou eu, Lígia.
- Lígia! - disse Vinicius, animado, ao ouvir a voz da moça com quem tinha saído na noite passada.
- Você não tá sentindo falta de nada, não? Ele tá bem, viu? Tá aqui, no meu colo...

Diante daquelas palavras, Vinicius sorriu, meio aliviado, meio encabulado: deixara seu coração, o bichinho, na cama da Lígia.

terça-feira, 26 de maio de 2009

a fonte


Bastava pensar naquele rapaz, que a moça chorava. Chorava pelos cantos, pelas bordas, pelos lábios, pequenos e grande lábios. Pois a moça não chorava pelos olhos, chorava pela buceta. E seu choro não era de tristeza, mas de amor e desejo.

No início, resvalava suavemente pelas coxas. Depois ensopou lençóis e colchão até inundar a casa inteira. Então escorria por baixo da porta, descia o batente como queda d'água até tomar a rua e correr feito enxurrada sobre as galerias. Vez por outra contrariava as leis da física, dobrando esquinas e subindo ladeiras para espanto dos adultos e diversão da meninada. Mas, ainda que desvairada, aquela torrente tinha rumo certo e sabia exatamente aonde queria desaguar.


De súbito, parou em frente à porta da casa do tal rapaz e, sem hesitar, escorreu de soleira adentro. Sem compreender de onde vinha aquela água, o rapaz saiu à rua, curioso, e seguiu o curso d'água em sentido contrário. Quando alcançou a "nascente", surpreendeu-se. Ele conhecia aquela casa e a dona da casa. Ficou emocionado, respirou fundo e, num ímpeto, abriu a porta sem bater. Encontrou a moça nua, derramando-se na cama, encharcada e fumegante. Naquele instante, tudo o que desejou foi bebê-la. E assim o fez, embriagando-se dela, dentro dela.

terça-feira, 12 de maio de 2009

pra tocar no rádio e no coração


Lá em casa, desde quando eu era pequenininha, sempre se ouviu muita música. Rolava de tudo: samba, forró, Roberto Carlos, Beatles, Secos & Molhados, Novos Baianos e até Elton John. Quando não tinha um disco tocando na radiola, o rádio estava sempre ligado. E foi nas rádios que eu conheci o estilo musical que mais mexeu (ainda mexe) com minhas emoções e libido.

Era início da década de 80. Eu tinha por volta dos 12 aninhos. Estava despertando para o romantismo e o erotismo - não necessariamente nesta ordem - ouvindo black music, estilo que foi paixão à primeira audição. Não me lembro quem ouvi primeiro, se Marvin Gaye ou Michael Jackson, se Diana Ross ou Earth, Wind and Fire, se funk, soul ou dance music. Não importa, estava tudo ali, nas entrelinhas, implícito - às vezes explícito - nas letras ou no groove das canções, toda aquela libidinagem deliciosa, seja em "Sexual Healing" do maravilhoso Marvin Gaye; ou na voz grave daquele negão muito macho, o Barry White; e numa vasta gama de cantores e cantoras black, grávidos de amor, alegria e sensualidade, que me impressionaram e impressionam... Não à toa esse estilo me fez mulher antes mesmo que qualquer homem me tomasse em seus braços. Coincidentemente ou não, foi por volta daquela idade que descobri a masturbação.

Agora eu fico pensando: Será que hoje eu escreveria poemas eróticos se não tivesse me iniciado na música bleque? Será que teria inventado versos como "até fuder macio" se um dia não tivesse ouvido aquela bela canção da Roberta Flack, "Killing me Softly"? Será? Sei não... Sei não...



PS: Quem quiser ouvir música seleta, de todos os estilos, do mundo inteiro, basta clicar aqui ó: http://www.zinedopirata.blogspot.com. Lá tem uma uébi-rádio criada pelo zineiro, jornalista e escritor Pirata Z. Esse rapaz sabe tudo ou, pelo menos, quase tudo de música.


Grata às meninas e aos meninos, de todas as idades, que têm visitado o meu refúgio.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Inocência

Quando alguém dizia a Severina que ela era uma menina muito mentirosa, ela logo se defendia dizendo:
- Eu não minto, eu invento.
E Severina realmente inventava histórias fantásticas! Dizia que queria ser escritora, cientista, poeta, artista... Aos oito anos de idade Severina queria ser tudo e mais alguma coisa, enquanto Chiquinho, seu irmãozinho mais novo, ouvia suas histórias com admiração e depois dizia:
- Severina, me ensina a inventar.