sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Arte Erótica


Quem sempre visita o meu refúgio já deve ter percebido a minha admiração pelo grande artista austríaco Egon Schiele, basta ver suas obras que já editei aqui. Acho belíssima e muito moderna sua pintura expressionista: seus amantes em lençóis amassados, as jovens e belas putas que pintou, seus auto-retratos nu ou vestido (que são muitos)...

Schiele nasceu em 1890 em Viena. Filho de uma família humilde: seu pai trabalhava em estradas de ferro. Aos quinze anos ficou órfão do pai e um tio materno assumiu seus cuidados. Um tio que me pareceu muito bacana, por reconhecer no sobrinho seus dotes artísticos e o apoiar. Assim Schiele iniciou seus estudos de desenho e pintura numa Academia de Viena, mesmo contra a vontade de sua mãe que queria que ele seguisse a profissão do pai (tem cada mãe...). Aos 17 anos conheceu Gustav Klimt (artista que eu também adoro!). Klimt foi seu mecenas, comprando suas obras, arranjando-lhe modelos e o apresentando a pessoas influentes. Aos 18 anos realizou sua primeira exposição mas insatisfeito com o conservadorismo da academia, Schiele abandonou os estudos e com outros colegas criou o grupo Neukunstgruppe (Grupo Nova Arte). Daí começou a explorar mais as formas e expressões humanas bem como a sexualidade.

Em 1911 conheceu Valerie Neuzil, garota de dezessete anos, com quem viveu em Viena e a usou como modelo em seus melhores trabalhos. Schiele e Valerie mudaram-se mais de uma vez de cidade: seu hábito de pintar adolescentes da zona tinha impacto negativo sobre a população (caretice, caretice, caretice). Schiele chegou a ser preso, durante 21 dias, por suas obras serem consideradas pornográficas.

Bem, foram muitas as exposições de sucesso desse grande artista, principalmente aquela que expôs seu trabalho inspirado na Última Ceia, no qual seu retrato aparece no lugar de Cristo (muito iconoclasta, hein?).

Em 1918, Edith, grávida, morreu vítima de gripe espanhola e Schiele retirou-se deste mundo poucos dias depois, tinha apenas 28 anos, morreu de apoplexia , mesmo mal que acometeu Klimt, morto no mesmo ano.

Ao invés de ter colocado uma foto de Egon eu poderia ter editado mais uma obra sua, talvez um auto-retrato nu. Só que também curto fotografia e achei essa foto linda, muito expressiva. Ah, mas Egon foi um homem muito expressivo e belo...

Belo e Safado...

3 comentários:

Anônimo disse...

Só agora, vendo a foto dele, consigo compreender melhor de onde ele tirava as impressionantes mãos de suas mulheres. Sempre fiquei meio impressionada com isso ...
Ótimo post, Sandra!
beijo você.

o refúgio disse...

Ulalá! Bem-vinda, Fugu F. Demorou mas apareceu. Bacana! Um beijo.

Anônimo disse...

Superbacana. Eu não o conhecia, e adorei conhecer. Interessante como as melhores expressões de arte sempre surgem à revelia do conservadorismo das academias e da sociedade.