sábado, 14 de outubro de 2006

Poema de Improviso Nonsense

Mundo pequeno cabe num cubo
cabe na cabeça que gira roda
rola idéia que se dissolve com um grão
de não sentido vão na noite vasta pluma que
flutua na imen si dão do ar atmosférico
da grande bola mundo cão.

Mundo cão tão grande tão pequeno
sal eno salina doce de tão bão marinho
sal remo no capibaribe são sonho
de xié nadando rio à toa à loa aloha!

Paisagens sonoras no mundo desvão
Desvairado sob o que é som experimentado
Vasto ranger na margem que erra berra
Assim que à noite a lua se alumia
Brilha estrela guia.

Tão longe, tão perto. Mundo pequeno de amores vastos
em reentrâncias doidas nos recôncavos fundos da vida
que se agita em carne na carne dura que se precipita
nas profundezas do oceano fluido de paixões sem razões
típicas. Tópicos das flores de orvalho úmido. Tão pouco
cresce e aparece assim- assim...

Recombeira sem eira na beira-mar Del Chifre.
Já pego Jah o chocolate e o cachorro late do lado morto de fome-cão
e a sede que na beira-mar é de dar lampejo nos óio vermelho que óculos disfarça
mas ora enfim mais vale um copo d’água depois de um doce
que dois copos d’água de bandeja.

São sim são arvoredo do medo que gela e congela
o frágil demente na mente doida que vê e não sabe
o que foi aquilo que acontecia quando adoecia
de tão quente febre inerte na cama fria de sombria
noite azia pura pura pura...

E eu disse que assim ficava feio creio no absurdo
mudo da vasta teia do a guiar multidão de doidos
sem pé nem cabeça pra sentir fremir os eixos seixos
escorregadios e sentindo vejo as verdades que são
muitas e mudas e eclode o grito no passeio da metrópole.

E o mundo pequeno é tão cheio de surpresas presas
no entusiasmado amado. Ciclone visto do lado de cima
da encosta torta vastidão de medo da queda após a dança
do açoite diário do escravo urbano desempregado.
Flagelo auxílio-desamparo paro paro no meio do verso
Nu.

E assim no mundo grande eu comecei em mim
saboreando o prazer egoísta da solidão voluntária.

Nada mais... momentos voláteis que se
esvaem com o tempo e alguém já disse: nada como um dia
após o outro. E o dia passa como tudo na vida mas
nem tudo na vida nada. E tudo é tudo.

E eis que o gemido de prazer na ceia do amor tonteia
quem sente o sumo escorregar na corrente de ardor
dos amantes afoitos... lava rente de furor no suor quente
do ápice do ritmo lunático dos enlouquecidos
de felicidade...

Um comentário:

Moacy disse...

Oi, Sandra, "no ritmo lunático dos enlouquecidos de felicidade", o seu poema está a caminho do Balaio. Um beijo.