domingo, 4 de novembro de 2007

Acho Que Te Vi Sorrir

Não me fale da morte
se nossa história foi de alegria
Apenas faltou-me a sorte
eternamente em euforia

Teu claro-escuro barroco
fez-me a mais feliz das mulheres
Se não posso te ter como louco
ao menos lava esses talheres!

Não se aborreça, meu amor
com a minha piadinha
Já disse que sou de humor
não faço drama, faço gracinha

E vou ficando por aqui
que não sou mulher de soneto
E teu amor que vejo sorrir
carrego como amuleto

7 comentários:

Vieira Calado disse...

Não é de soneto, mas é de quadras,
bem feitas.
Mas também uma mulher moderna.
Cá em casa também lavo os talheres.

Moacy Cirne disse...

Oi, Sandra, Gostei bastante de suas últimas postagens, especialmente do "eu te amo, porra". E tem surpresa pra você no P/P. Beijão.

Naeno disse...

POETA

A vida do poeta tem um batimento disforme
E um momento pendular de subir e descer, ofegante.
O poeta é o cavalo do enxerto do sofrimento
Das dores inexplicáveis, mas que lhe fartam os olhos de candura.
O poeta tem a alma de uma parte do universo prescrutado
O invisível que ninguém imagina e não se compreende.
Ele é o eterno caminhante por veredas irreconhecíveis
Por onde passa, socando a terra com os olhos para o céu
Coberto pelo espesso fim aonde não se chega
Ensolarando com o seu próprio raio a vista da vida.
O poeta tem o coração minúsculo dos pássaros,
E a inabilidade das pequenas crianças.
O poeta sofre, chora, e passa a mão nos olhos
Pranteia leve, com lágrimas de néctar, de águas coadas
Olhando o ermo, imenso, espaço do seu espírito.
O poeta ri-se, e ri naturalmente
Sorri para a vida, para a boniteza, para o carinho
Sorri com suas lembranças da mocidade, melhor que agora
O poeta tem uma alma de bondade.
Ele ama as mulheres todas as mulheres puras e tocadas
Sua alma lhes entende na luz de suas impurezas
É repleto do amor aos reveses da vida
E é de amabilidade para os gestos da morte.
O poete não se esquiva ao presumir a morte.
Seu sentimento adentra a sua percepção calma
E o seu poder criador de poeta tê-la cheia de muitos enigmas,
E a sua poesia é o sentido de sua permanência
Ele o constrói imenso, ornamentado e pobre
E o afaga em vendo-o sôfrego e o acalma na agonia.
A vida do poeta tem um batimento indecifrável
Ela o leva andarilho pelas veredas, calcando o chão e mirando o céu
Enclausurado, eterno, dos limites invisíveis.

Naeno disse...

Um beijo
Naeno

Ricardo Soares disse...

adorei o visual do blog e o sonetinho despretensioso...
bj
ricardo

ACANTHA disse...

ADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREIADOREI!!!

Priscila Lopes disse...

Você, que gosta de poesias, deve conhecer o blog Cinco Espinhos de críticas literárias em forma de literatura.

Toda semana, também, garimpamos a internet à procura do texto que valha a pena de um autor "desconhecido".

http://cincoespinhos.blogspot.com

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