sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Pensando a Cidade - 1

(...) a construção urbana não deveria ser apenas uma questão técnica, mas também artística, em seu sentido mais próprio e elevado. De fato, assim foi na Antigüidade, na Idade Média, na Renascença, enfim, em toda parte onde as artes receberam a atenção merecida. Apenas em nosso século matemático é que os conjuntos urbanos e a expansão das cidades se tornaram uma questão quase puramente técnica, e assim parece importante lembrar que, com isso, apenas um aspecto do problema é solucionado, enquanto o outro, o artístico, deveria ter, no mínimo, a mesma importância. (Camillo Sitte. A Construção das Cidades Segundo seus Princípios Artísticos. 1889).

Um comentário:

Marcelo Vargas disse...

Olá, Sandra!
O que rege hoje a construção das cidades é a defesa agressiva ao direito privado e o esquecimento do bem coletivo. É isso que faz nosso espaço urbano ser tão ruim e tão inóspito. Não há mais espaço para a arte a não ser que gere lucro, e rápido. E como lucro não é bem o negócio da arte, esta fica para trás, e nossa cidadedeixa de ter monumentos para ter caixotes e estacionamentos.

Quanto ao seu comentário lá no Blog, agradeço a solidariedade, e afirmo que vou pensar com cuidado em continuar o SobreAssuntos "semanalmente". Vejamos o desenrolar dos fatos...
Abraços!